
Mais de 5.100 moradores de Rio Grande serão beneficiados com a entrega do Complexo Residencial Junção, que conta com 1.276 unidades habitacionais, entre casas e apartamentos. A inauguração será realizada nesta terça-feira (20), pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que estará acompanhado do ministro das Cidades, Jader Filho.
O empreendimento faz parte da modalidade Entidades do programa Minha Casa, Minha Vida, com recursos do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), e é destinado a famílias com renda bruta mensal de até R$ 2.850 (Faixa 1). O projeto garante moradia e promove a participação ativa dos beneficiários na construção das unidades, executadas por cooperativas locais.
Uma obra de longa duração
O projeto foi aprovado em 2013, mas por se tratar de uma área pertencente à União, a sua cessão só foi autorizada em 2016, durante o governo de Dilma Rousseff (PT). Nesse mesmo ano, as obras foram iniciadas.
Ao longo da década, o empreendimento enfrentou mudanças de governo, a pandemia de Covid-19 e ajustes no orçamento, que impactaram o cronograma e os custos.
— Ela diminuiu o ritmo. Nunca paralisou, mas teve várias variáveis, mudou de governo, o Covid, teve que suplementar valores porque daí senão tu não conseguia fazer — comenta Joaquim Goulart, presidente da Coopernova e coordenador da gestão da obra.
O custo das unidades habitacionais passou de uma média inicial de R$ 60 a R$ 63 mil por unidade em 2016 para cerca de R$ 100 mil, considerando o aporte estadual de R$ 5 mil por unidade. O investimento total ultrapassou R$ 123 milhões, sendo R$ 6 milhões de contrapartida do Estado e o restante financiado pelo governo federal.
— Quando a obra demora muito, isso tem um problema. São duas coisas que têm problema: o orçamento e a depredação — complementa Goulart.
Dede a aprovação do projeto até a conclusão da obra, cinco cooperativas participaram da construção: Cootrahab, Cooparroio, Cooperlar, Coopernova e Uniperffil. No auge da obra, 226 trabalhadores atuavam simultaneamente no empreendimento.
1.120 apartamentos
Os 1.120 apartamentos estão distribuídos em 70 blocos de quatro pavimentos, com quatro unidades por andar. Cada apartamento tem 48,72 m², com sala e cozinha integradas, dois dormitórios, banheiro, área de serviço e sacada com churrasqueira. As famílias pagarão 60 parcelas de até 5% do valor do imóvel, entre R$ 80 e R$ 170 mensais.
156 casas
As 156 casas do complexo, já ocupadas pelas famílias, possuem 43,55 m², com sala e cozinha integradas, dois dormitórios, banheiro e área de serviço. Embora não haja estacionamento oficial, o recuo entre as casas e a rua tem sido utilizado pelos moradores para esse fim. Cada unidade custou cerca de R$ 77 mil.
Assinatura dos contratos
Parte dos novos moradores fará a assinatura dos contratos entre os dias 20 e 22 de janeiro, quando equipes da Caixa Econômica Federal estarão em Rio Grande para a ação.
Os contemplados vinculados à cooperativa Cootrahab, referentes aos dois loteamentos de casas, farão a assinatura no próprio Complexo Junção. Já os beneficiários dos empreendimentos da Cooparroio e Coopernova assinarão no ginásio Farydo Salomão. As famílias serão informadas sobre os horários pelas equipes técnicas sociais de cada cooperativa.
Fique informado sobre o que acontece na região sul do Estado! Siga @gzhzonasul no Instagram e no Facebook, e inscreva-se no canal do WhatsApp para receber notícias em seu celular: gzh.rs/canalgzhzs.





