
A Aliança Pelotas reuniu, nesta segunda-feira (8), representantes de entidades empresariais e do Legislativo municipal para debater temas considerados estratégicos para o desenvolvimento econômico da cidade em 2026. O encontro ocorreu na sede da Associação Comercial de Pelotas (ACP) e teve como foco o alinhamento de pautas que podem influenciar diretamente o ambiente de negócios no próximo ano.
Entre os assuntos centrais esteve o novo Plano Diretor de Pelotas, cuja revisão deve orientar a política urbana da cidade pelos próximos anos. As entidades destacaram que mudanças nas regras de uso e ocupação poderão impactar setores como comércio, serviços e construção civil.
Outro ponto discutido foram os desafios logísticos da região, especialmente relacionados ao polo rodoviário que atende Pelotas e municípios vizinhos. Empresários afirmaram que gargalos na infraestrutura podem limitar o crescimento e a competitividade de empresas locais, e defenderam articulação com diferentes esferas de governo para acelerar soluções.

Participaram da reunião, além da ACP, representantes da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL), do Sindicato da Indústria da Construção e Mobiliário de Pelotas e Região (Sinduscon), do Centro das Indústrias de Pelotas (Cipel), do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares (SHRBS), do Sindicato da Habitação (Secovi) e da Rede de Suprimentos da Região Sul, que apresentaram um panorama das demandas atuais de cada setor. Entre elas, questões relacionadas à mobilidade urbana, desburocratização, incentivos ao desenvolvimento e ampliação da infraestrutura.

Para o presidente da Aliança Pelotas, Jorge Almeida, o encontro é parte de uma estratégia maior de aproximação com os vereadores.
— Esse estreitamento é fundamental para que tenhamos um ano mais promissor. O próximo ano traz muitos desafios e queremos os vereadores ao lado das entidades para que possamos trocar ideias e construir soluções — afirmou.
Durante a reunião, também foi mencionada a necessidade de a Zona Sul trabalhar de forma integrada para ampliar seu peso político nos âmbitos estadual e federal. Segundo os participantes, a baixa representação da região no Legislativo nacional e na Assembleia Legislativa tem dificultado a defesa de pleitos locais.
A avaliação das entidades é de que, com maior articulação e planejamento conjunto, Pelotas e a região poderiam conquistar mais protagonismo em pautas estruturais — como investimentos em infraestrutura, energia, logística e políticas de desenvolvimento regional.
