
O parque fotovoltaico da Universidade Federal de Rio Grande (Furg), no sul do Estado, já abastece de 18% a 20% da energia dos seus prédios. A estrutura montada no campus Carreiros tem aproximadamente um ano e meio de funcionamento pleno e garante abastecimento de energia elétrica limpa para a instituição.
Somente neste ano a Furg economizou R$ 450 mil com a energia produzida pelo parque. Ao todo, são 1.262 módulos de placas solares com potência de 600 kW (quilowatt). A energia chega até a subestação da universidade e é revertida para todas as unidades do campus.
O projeto de instalação do parque começou em 2022, quando, após um estudo sobre as possibilidades de investimentos em energia sustentável na universidade, foi determinado que o adequado para a instituição seria a aposta em placas solares. A partir de então, foi assinado um contrato com uma empresa especializada que ficou responsável pela construção da estrutura.
Entre 2022 e 2023 o parque foi construído com um investimento de R$ 2,5 milhões. São três usinas: uma perto do prédio 5, outra próximo ao Cidec-Sul e a terceira no entorno da Secretaria de Comunicação.
O funcionamento pleno, revertido em energia para a universidade e gerando economia, começou em março de 2024.
— A Furg costuma ser uma vanguarda quando falamos de sustentabilidade. Somos uma universidade voltada para os ambientes e ecossistemas costeiros e queríamos trazer esse pensamento para as nossas fontes de energia também, para que fosse feito de forma limpa — explicou o pró-reitor de Infraestrutura da Furg, Daniel da Costa, sobre a preocupação da universidade em investir em geração de energia limpa.
Além do impacto ambiental, o sistema garante também economia. A previsão da Furg é de que até 2029 todo o valor investido na construção do parque seja recuperado.
O pró-reitor afirma que a universidade está fazendo tratativas para ampliar o parque em Rio Grande e reforça que a instituição tem interesse também em levar a iniciativa para os campi de Santa Vitória do Palmar, São Lourenço do Sul e Santo Antônio da Patrulha.
— Estamos buscando essa autonomia energética. Temos dois pontos que podem ser ampliados para os outros campi que é a temática da sustentabilidade e a questão orçamentária. Para Rio Grande existem hoje tratativas de novos parques — finalizou.




