
Um visitante está chamando a atenção de quem passa pelos Molhes da Barra de São José do Norte, na Praia do Mar Grosso. Desde a última semana, um elefante-marinho-do-sul está no local realizando a troca de pele.
Conforme o Centro de Recuperação de Animais Marinhos da Furg (Cram), o animal está saudável e sendo monitorado.
— Ele está cumprindo um processo biológico natural dessa espécie nesse período do ano — afirma Paula Canabarro, coordenadora do Cram.
A presença de elefantes marinhos na região sul é comum, uma vez que ao longo do ano eles passam 90% em alto mar e, em épocas de troca de pelo ou reprodução, procuram a costa. Nesses casos, a presença do animal na areia não significa, necessariamente, que ele esteja em sofrimento ou precise de resgate.
Diante de uma situação como essa, o mais importante é respeitar o espaço do animal e observar à distância. A avaliação sobre o estado de saúde e a necessidade de intervenção deve ser feita por profissionais capacitados.
Por isso, a recomendação é que a população mantenha distância, evite qualquer tipo de aproximação e entre em contato com as instituições responsáveis.
— A orientação é manter uma distância segura para evitar que o animal fique ainda mais debilitado ou impedido de descansar, caso seja essa sua intenção — enfatiza Paula.
O Cram-Furg disponibiliza um número de telefone com WhatsApp para essas ocorrências: (53) 9955-642.
O que fazer ao ver um animal marinho na praia
- Apesar de não serem agressivos, quando coagidos animais marinhos podem representar risco à segurança. Portanto, ao ver um elefante, lobo ou leão-marinho na praia, é fundamental manter distância
- Além de preservar a segurança, esse distanciamento permite que o animal descanse e recupere as energias para retornar ao ambiente marinho
- Não alimentar o animal, que possui alimentação específica
- Evitar se aproximar do animal para não se contaminar ou transmitir doenças a ele



