
Após os transtornos causados pelo ciclone extratropical e pela chuva, a previsão é de que o tempo volte a ficar estável nos municípios da Zona Sul a partir da tarde desta quarta-feira (10).
De acordo com o meteorologista Ricardo Gotuzzo, do Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex), o fenômeno já está a cerca de 300 quilômetros mar adentro.
— O ciclone já se afastou da costa, o que reduz significativamente o risco de novos impactos extremos. O dia deverá ser marcado por ventos moderados, variando do quadrante sul a sudeste, com rajadas pontuais entre 50 e 60 km/h — explica o especialista.
Segundo o Ciex, nas últimas 24 horas, o município que registrou rajadas mais fortes foi Santa Vitória do Palmar, com ventos de 64,8 km/h. Em Pelotas e Rio Grande, os ventos ficaram em torno de 55,6 km/h.
Para o restante desta quarta-feira, a tendência é de que a precipitação diminua e os ventos fiquem de moderados a fracos.
— Constatamos que as previsões realizadas para o sistema que atravessou o Estado se mostraram assertivas, com transtornos no tráfego de veículos e alagamentos rápidos. Vamos tranquilizar a população, porque o fenômeno vai enfraquecer agora à tarde — complementa Ricardo Gotuzzo.
Impactos na Zona Sul
O município mais atingido foi Amaral Ferrador, com 280 milímetros de chuva nas últimas 24 horas. Conforme a Defesa Civil, cinco pontes foram destruídas e estradas estão bloqueadas. A cidade deve decretar situação de emergência nas próximas semanas.
Em Pelotas, o volume de chuvas sobrecarregou o sistema de drenagem do município, provocando alagamentos. Segundo a Defesa Civil, foram registrados 116 milímetros nas últimas 24 horas.
Em Rio Grande, uma residência na Rua Carlos Mendonça Machado, no bairro Povo Novo, teve parte do telhado destruído após ser atingida por uma árvore por volta das 21h. A família precisou deixar a casa e buscar abrigo com parentes. Pelo menos outras quatro ocorrências envolvendo quedas de árvores foram registradas. A Defesa Civil informa que a cidade recebeu 54 milímetros de chuva nas últimas 24 horas.
Em Dom Feliciano, a chuva deixou o município sem água potável na zona urbana e sem energia elétrica na área rural, com 231 milímetros acumulados nas últimas 24 horas.
Em Piratini, pontes ficaram submersas e algumas ruas continuam com galhos caídos, que devem ser retirados até o final do dia.
Em Camaquã, a chuva provocou alagamentos em diferentes pontos da cidade, fazendo com que moradores precisassem sair de casa durante terça-feira (9).




