
O Brasil de Pelotas novamente bateu na trave e deixou pontos pelo caminho na Divisão de Acesso. Pela oitava rodada, o Xavante saiu na frente e sofreu o empate em 1 a 1 para a Apafut, em Caxias do Sul, perdendo a oportunidade de ingressar no G-4.
O técnico Júlio César Nunes avaliou que a equipe teve uma atuação consistente no primeiro tempo, mas voltou a lamentar a dificuldade para sustentar as vantagens construídas durante as partidas. Segundo o treinador, o Brasil precisa aprender a lidar com a pressão dos adversários quando está à frente no placar.
— A gente precisa sustentar essa pressão. Infelizmente, está acontecendo. A gente veio trabalhando essa bola por dentro, sabíamos que eles tinham esse facão, esse movimento nas costas da zaga. Aconteceu porque afrouxamos um pouco a marcação por dentro — explicou.
O treinador considerou que o Xavante poderia ter construído uma vantagem maior antes do intervalo. Além do pênalti convertido por Silvano, Júlio César Nunes afirmou que a equipe teve outras oportunidades e chegou a marcar um gol com Otávio que, na avaliação dele, deveria ter sido validado. O árbitro assinalou impedimento de Lula.
— Eu acredito que a gente poderia até ter virado o primeiro tempo com 2 a 0. Um gol legítimo, na minha opinião. Infelizmente, um erro que acabou prejudicando muito a nossa equipe — afirmou.
Na segunda etapa, porém, o Brasil não conseguiu manter o mesmo controle. Para o técnico, a equipe neutralizou boa parte das ações da Apafut, mas acabou castigada por um erro defensivo que resultou no pênalti convertido por Caion. O treinador reconheceu a falha e assumiu a responsabilidade pelo momento vivido pela equipe.
— Não tem como transferir também culpa para ninguém. O responsável principal sou eu e eu tenho certeza e acredito no trabalho dessa equipe, no trabalho dessa comissão técnica e no trabalho dos atletas — disse.
O empate diante da Apafut foi o quinto jogo na competição em que o Brasil saiu na frente e não conseguiu terminar com a vitória. A sequência é motivo de cobrança interna no elenco e na comissão técnica. Nunes afirmou que o grupo tem conversado para tentar encontrar soluções e corrigir os detalhes que têm custado pontos.
— A gente tem feito reuniões, conversado com os atletas, juntamente com a comissão. É uma cobrança interna entre nós, entre atletas, para entender esse momento que a gente não pode baixar — relatou.
A sequência exige uma resposta rápida. Com 11 pontos, o Brasil é o sexto colocado e perdeu a oportunidade de entrar no G-4. O Xavante ainda corre o risco de deixar a zona de classificação às quartas de final com a conclusão da rodada.
Por isso, o técnico trata a partida contra o Lajeadense como uma oportunidade para iniciar a reação. O confronto será no domingo (6), às 15h, no Bento Freitas.
— Não tem tempo para lamentação. É sacudir a poeira e já pensar domingo. Não tem outro resultado: é vitória, três pontos para a gente ir lá para cima da tabela — projetou.
Para a partida, o Brasil terá desfalques. Rafael Dumas, Anderson Recife e Silas não estarão à disposição. Por outro lado, Morbeck deve retornar e ampliar as opções de ataque.
Nunes afirmou que a comissão técnica ainda vai avaliar a formação para o próximo jogo, mas garantiu que a equipe terá mudanças para buscar uma postura mais agressiva.
— Temos outras opções até para deixar o time mais móvel, jogar com o volante centralizado, dois meias. Isso a gente vai avaliar com calma e vai colocar uma equipe com imposição para conquistar a vitória no domingo — afirmou.
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