
Depois de conquistar quatro pontos em dois jogos fora de casa, o Brasil de Pelotas volta ao Bento Freitas nesta quarta-feira (12), às 19h, para enfrentar o Gramadense pela quarta rodada da Divisão de Acesso. Invicto e na quarta colocação, com cinco pontos, o Xavante inicia uma sequência de duas partidas consecutivas diante do torcedor. No domingo (16), às 15h, recebe o Brasil de Farroupilha.
Para o técnico Júlio César Nunes, a equipe retorna a Pelotas com uma identidade cada vez mais definida. Nos dois últimos jogos, contra Guarani-VA e Passo Fundo, o Xavante somou quatro pontos e não sofreu gols.
— Estamos conseguindo criar uma identidade de uma equipe muito aguerrida, uma equipe que compete muito, que tem uma marcação forte, haja vista que tomamos apenas um gol em três jogos — avaliou em entrevista coletiva nesta terça-feira (11).
O treinador também destacou a evolução do time com a bola, principalmente no empate sem gols com o Passo Fundo. Apesar disso, diante de dois jogos em casa, ele admite a possibilidade de alterar a estrutura utilizada nas primeiras rodadas. O treinador revelou que tem trabalhado diferentes alternativas táticas e não descartou uma formação mais ofensiva diante do Gramadense.
— Pode ser que tenha novidade nesse jogo. A gente tem treinado variações — disse.
A possibilidade está relacionada também à capacidade que o elenco vem demonstrando para assimilar as ideias do treinador. Para ele, a variedade de opções pode ser importante tanto para iniciar as partidas quanto para mudar o cenário durante os 90 minutos.
— Temos peças para isso, temos jogadores, vamos estar treinando essas variações táticas para, se necessário, a gente mudar durante a partida — explicou.
A disputa por posições também ganhou força com a chegada de novos jogadores. No ataque, Morbeck e Vanilson brigam por espaço, mas o treinador não descarta utilizar os dois juntos em determinadas situações.
— Você pode criar uma situação para dois centroavantes, até porque os dois têm essa mobilidade, não são centroavantes parados. Também é uma possibilidade, se necessário — comentou.
Desgaste físico
A sequência de jogos também exige atenção da comissão técnica, que avalia individualmente os atletas para evitar problemas físicos e preservar jogadores ao longo da competição.
— Muitas vezes é melhor você tirar o atleta de um jogo, de uma sessão, duas de treinamento, poupá-lo para não estourar, para não perder ele para mais jogos — explicou.
A tendência é de que uma rotação maior do elenco aconteça ao longo da competição, embora Júlio considere cedo para promover mudanças frequentes, já que a Divisão de Acesso ainda está nas rodadas iniciais.
Diante do algoz na Copa FGF, o Brasil espera iniciar uma sequência de vitórias em casa que vai aproximar ainda mais a equipe das primeiras colocações.
— A gente já está falando lá no vestiário: precisamos dar essa vitória para o nosso torcedor. Conseguimos bons desempenhos fora de casa, agora a gente precisa criar essa sinergia com vitórias dentro do Bento Freitas — disse.
Reavaliação
O goleiro Carlos Eduardo, de 34 anos, anunciado no sábado (8), já está em Pelotas e realizou exames nesta semana. Sem atuar desde o primeiro semestre, o atleta vai passar por um trabalho específico de recondicionamento físico até sua reestreia com a camisa rubro-negra.
— É um atleta que ficou por um período prolongado, sem treinamento específico e é normal que haja um certo destreinamento. O primeiro passo é nós avaliarmos o Carlos Eduardo[...] e a partir disso a gente elabora um programa de treinamento e também um planejamento junto com nosso treinador de goleiros. Essa avaliação vai nos servir exatamente para balizar se vai precisar de mais ou de menos tempo [para retornar aos gramados] — explicou o fisiologista do Xavante, Rousseau Veiga.
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