
O gol é o momento de maior euforia em uma partida de futebol. Na Divisão de Acesso deste ano, porém, ele tem sido cada vez mais raro. Após três rodadas, a bola cruzou as redes apenas 27 vezes, sendo a pior marca da última década para o período.
Em apenas quatro das 24 partidas disputadas até agora, uma das equipes marcou mais de um gol. O melhor ataque da competição é o do União Frederiquense, com cinco gols. Depois do clube de Frederico Westphalen, nenhum time conseguiu marcar mais de três vezes.
A média é de 1,12 gol por jogo. Para efeito de comparação, com o mesmo número de partidas, foram marcados 35 gols em 2025, 37 em 2024 e 39 em 2023. Em 2015, o número chegou a 59, uma média de 2,45.
Detalhe e equilíbrio
Das 24 partidas disputadas na Série A2 deste ano, 10 terminaram com vitória por 1 a 0. Outras 10 acabaram empatadas, sendo seis delas sem gols.
Os números reforçam o equilíbrio da competição, que conta com 12 equipes que já disputaram o Gauchão. Com dois acessos no currículo, o técnico do Pelotas, Daniel Franco, já havia projetado, durante sua apresentação, uma das edições mais disputadas da história da Divisão de Acesso.
— Talvez seja uma das Divisões de Acesso mais difíceis. Não somente pelo clássico [Bra-Pel], mas pela grandeza das equipes que estão também buscando essas duas vagas — disse, em 1º de julho.
A projeção vem se confirmando a ponto de o fator local não ter sido tão determinante quanto em outras edições. Até agora, metade das vitórias da competição foi conquistada por equipes visitantes.
O Brasil é um dos principais exemplos. O Xavante passou dois jogos longe da Zona Sul e voltou para casa com quatro pontos na bagagem: venceu o Guarani, em Venâncio Aires, e empatou com o Passo Fundo.
— Em um jogo contra um adversário forte, tem que ser muito cirúrgico. As poucas chances têm que concretizar em gol. [...] É uma competição em que quem toma pouco gol chega longe — afirmou o técnico do Xavante, Júlio César Nunes, após o empate sem gols com o Passo Fundo, no domingo (9).
Sequência de jogos e clima adverso
A sequência de partidas e as condições climáticas são alguns dos fatores que podem ajudar a explicar o baixo número de gols. Diferentemente dos últimos anos, quando havia um intervalo maior entre algumas rodadas, a competição deste ano adota uma rotina de dois jogos por semana, normalmente às quartas ou quintas-feiras e aos sábados ou domingos.
Além disso, a Divisão de Acesso deixou de ser disputada no primeiro semestre e passou para o segundo, justamente durante o inverno e o período mais chuvoso do ano no Estado. Na segunda rodada, por exemplo, Pelotas x União Frederiquense e Guarani x Brasil foram disputados sob forte chuva.
Gols marcados ao final da terceira rodada
- 2026 - 27 gols (média de 1,12)
- 2025 - 35 gols (média de 1,45)
- 2024 - 37 gols (média de 1,54)
- 2023 - 39 gols (média de 1,62)
- 2022 - 38 gols (média de 1,58)
- 2021 - 49 gols (média de 2,04)
- 2020 - 47 gols (média de 1,95)*
- 2019 - 44 gols (média de 1,83)
- 2018 - 52 gols (média de 2,16)
- 2017 - 54 gols(média de 2,25)
- 2016 - 52 gols em 21 jogos (média de 2,47)
- 2015 - 59 gols (média de 2,45)
*Competição cancelada a partir da 4ª rodada por conta da Covid

