
O Brasil de Pelotas deixou escapar uma vitória que parecia encaminhada na noite desta quinta-feira (27). Após abrir 2 a 0 no primeiro tempo, o Xavante sofreu a reação do Brasil de Farroupilha na etapa final e ficou no empate em 2 a 2, em confronto atrasado pela quinta rodada da Divisão de Acesso. O resultado manteve a equipe na oitava colocação, com 10 pontos, e impediu a aproximação do G-4.
Na avaliação do técnico Júlio César Nunes, o Brasil teve uma atuação consistente na primeira etapa e voltou bem do intervalo, mas perdeu estabilidade depois de sofrer o primeiro gol. O treinador atribuiu a reação do adversário principalmente aos erros cometidos pela equipe e ao impacto psicológico do gol sofrido.
— Acredito que foi um primeiro tempo controlado, voltamos bem para o segundo tempo. Acho que os primeiros minutos a gente teve imposição ainda — explicou, em entrevista coletiva.
O primeiro gol do Brasil de Farroupilha surgiu após uma saída de bola por dentro, quando o Xavante estava mais aberto. A partir daí, segundo Júlio César Nunes, o adversário ganhou confiança, enquanto a equipe passou a sentir mais a pressão dentro de campo.
— Quando tomamos o gol, acabou abalando um pouco e aí entra essa parte mental — destacou.
O treinador também destacou a incapacidade do Xavante de sustentar vantagens no placar, dificuldade recorrente da equipe desde antes de sua chegada.
O empate teve peso ainda maior pelo retrospecto recente do Brasil no Bento Freitas. Em quatro partidas disputadas em casa na competição, foram três empates e apenas uma vitória. O resultado diante do Brasil de Farroupilha também fez o Xavante desperdiçar a oportunidade de vencer a segunda partida consecutiva e entrar na briga pelas primeiras colocações.
— Nós gostaríamos de ter levado seis pontos, desses seis disputados em casa. No caso, conquistamos quatro, não é o que estava no planejamento — afirmou.
Apesar da frustração, o técnico afirmou que o momento exige uma reação rápida, já que o calendário não permite que a equipe permaneça lamentando o resultado. O próximo compromisso será já na terça-feira (1º), contra a Apafut, em Caxias do Sul.
— É sacudir a poeira e seguir em frente, porque o campeonato não tem tempo para lamentação — disse.
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