
A estreia de Laécio Aquino no comando do Brasil de Pelotas terminou com vaias e cobrança no Bento Freitas. Após sair na frente, o Xavante sofreu a virada para o Blumenau por 2 a 1, neste domingo (31), pela penúltima rodada da Série D, e chegou ao sexto jogo consecutivo sem vitória na competição.
Na entrevista coletiva após a partida, o treinador avaliou que o Brasil fez um jogo equilibrado, criou oportunidades suficientes para vencer, mas voltou a sofrer com a falta de efetividade ofensiva, problema que também era apontado por Gilson Maciel.
— Não é a estreia que eu esperava. Fizemos um jogo equilibrado até certo momento, fomos melhores que a equipe do Blumenau, criamos várias oportunidades e não conseguimos concluir em gol. Acabamos tomando dois gols em erros nossos — afirmou.
Em sua primeira escalação no clube, Laécio Aquino apostou em um sistema com três zagueiros e dois atacantes de referência. Segundo ele, a estratégia foi pensada para explorar a velocidade pelos lados do campo e compensar as condições do gramado do Bento Freitas.
— Saí com dois (atacantes) até pela situação do nosso campo, que não está muito bom para se jogar. Nós temos dois laterais rápidos e velozes. Vou colocar uma linha de três para fazer a sustentação e colocar o Baiano mais aberto pela direita e o Streit, que é velocista, pelo lado esquerdo. A ideia era fazer essa bola chegar com dois centroavantes na área, e funcionou até certo momento da partida — explicou.
Falta de confiança
e cobrança da torcida
Segundo o treinador, o principal problema da equipe neste momento passa pela confiança do elenco, abalada pela sequência negativa na Série D.
— O problema é a tal da confiança, que temos que resgatar. Alguns jogadores sentem, outros não. Esses que sentem, nós temos que buscar, trazer de volta, resgatar e passar confiança. Acabei de falar no vestiário: só nós vamos mudar isso. Não é o nosso torcedor, não é a nossa família. Quem vai mudar a situação do Brasil somos nós — disse.
O estreante também comentou sobre as vaias e cobranças da torcida após o apito final. O técnico afirmou compreender a reação das arquibancadas e garantiu empenho máximo para tentar recolocar o Brasil no G-4 da chave.
— O torcedor tem todo o direito de expor o que pensa. Eles pagam ingresso, estão ali porque amam o Brasil. Agora, aqui dentro, nós temos que buscar resgatar isso. É trabalho, trabalho e buscar — disse.
Além das vaias vindas da arquibancada, os protestos seguiram no entorno do Bento Freitas. No vestiário o tom foi mais forte, com membros de uma torcida organizada invadindo para cobrar o grupo de jogadores, situação que o técnico preferiu não comentar:
— Vou deixar para o pessoal do clube. Eu sei a cobrança e da responsabilidade que é aqui. O que eu posso falar para o nosso torcedor é que eu vou lutar. Hoje em momento algum deixamos de correr e brigar. Só que não basta isso. Temos que pôr a bola para dentro, ser um time equilibrado, organizado, e é isso que eu vou buscar.
Situação atual
A derrota para o Blumenau fez o Brasil estacionar nos nove pontos, o que pode fazer o clube deixar o G-4 pela primeira vez na competição. Em caso de vitória do São José, que enfrenta o São Joseense, em casa, neste domingo, o Zeca ultrapassa o Xavante.
Na última rodada da Série D, no domingo (7), às 15h, o Xavante encara o lanterna Azuriz, no Paraná, enquanto o Zeca enfrenta o Blumenau em Santa Catarina. Antes disso, na quinta-feira (4), o Brasil vai até a Campanha enfrentar o Bagé pela Copa FGF.
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