
A gaúcha Nicole Silveira chega aos Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina 2026 vivendo o melhor momento da carreira e com chances reais de alcançar um resultado histórico para o Brasil. A avaliação é do chefe da delegação brasileira e presidente da Confederação Brasileira de Desportos no Gelo (CBDG), Emilio Strapasson, que projeta a atleta de skeleton entre as principais concorrentes da competição.
— A Nicole chega na melhor fase da carreira dela. Ela conseguiu, em muito pouco tempo, ser muito competitiva, coisa que atletas levam 12, 16 anos para conquistar esse nível técnico. Então ela chega com uma chance real de um top 6, um top 8, quem sabe até uma medalha. Ela está no jogo, está entre as favoritas — afirma o presidente.
Nicole disputa sua segunda Olimpíada de Inverno após ter alcançado a 13ª colocação em Pequim, em 2022, o melhor resultado do Brasil em esportes no gelo. Para Strapasson, a expectativa é que a atleta, natural de Rio Grande, ajude o país a superar a histórica marca do nono lugar conquistado por Isabel Clark, no snowboard cross, nos Jogos de Turim, em 2006.
— Na primeira Olimpíada, ela [Nicole] já conseguiu o décimo terceiro e a gente espera que tanto a Nicole, quanto o Pet [Burgener], quanto o Lucas [Pinheiro Braathen], eles quebrem essa barreira do nono lugar da Isabel — projeta.
A confiança se sustenta nos resultados recentes da atleta. Entre as principais conquistas de Nicole estão três medalhas de bronze em etapas da Copa do Mundo de skeleton, incluindo a etapa de St. Moritz, nesta temporada. Em 2024/2025, ela terminou o circuito como a quarta melhor atleta do mundo e, neste ano, encerrou a temporada na nona colocação geral.
Natural de Rio Grande, no sul do Estado, Nicole se mudou ainda criança para Calgary, no Canadá, onde teve contato com diferentes modalidades esportivas antes de ingressar nos esportes no gelo. Inicialmente convidada para o bobsled, acabou migrando para o skeleton em 2018, iniciando uma trajetória rápida até a elite mundial da modalidade.

Para Strapasson, também rio-grandino e ex-atleta de skeleton, a história da atleta simboliza o potencial do esporte brasileiro.
— A Nicole, para nós, é uma celebração da capacidade do brasileiro, porque ela é a primeira atleta que o Brasil teve no skeleton e conseguiu chegar na posição de quarto lugar no mundo [na temporada 2024/25]. Isso é algo absolutamente fora da curva — destaca.
O vínculo com a cidade natal torna a expectativa ainda mais especial para o dirigente, que vê na trajetória da atleta um motivo a mais de orgulho:
— Eu tenho muito orgulho dela ser rio-grandina, brasileira e, mais, estar entre as melhores do planeta. Com certeza, não só para mim, mas para todo o rio-grandino.
Milão-Cortina
Os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina começam na sexta-feira (6), com a cerimônia de abertura principal marcada para as 16h, no Estádio San Siro. Além de Nicole, o Brasil leva para a Itália outros 13 atletas, que formam a maior delegação brasileira na história das Olimpíadas.
Única atleta gaúcha a representar o Brasil na Itália, Nicole Silveira é apontada como uma das principais esperanças brasileiras por medalha, ao lado de Lucas Pinheiro Braathen, do esqui alpino.
Nicole Silveira realiza os treinamentos na pista de segunda-feira (9) a quarta-feira (11). A fase classificatória ocorre na sexta-feira (13), a partir das 12h (horário de Brasília), enquanto a disputa por medalha está marcada para o sábado (14) à tarde.
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