
O Pelotas não teve um bom 2025. Depois de ser rebaixado no Gauchão, no primeiro semestre, o clube até animou com uma boa campanha na Copa FGF, mas bateu na trave na semifinal e viu o rival ser campeão.
Primeiro semestre
Vice-campeão da Divisão de Acesso de 2024, o Pelotas chegou ao Gauchão com a clara missão de fazer uma temporada de manutenção, buscando permanecer na elite. Ariel Lanzini foi mantido como treinador, mas não repetiu o bom desempenho da Série A2 e foi demitido na penúltima rodada da primeira fase, após uma goleada por 5 a 0 para o Grêmio e uma campanha com uma vitória, três empates e três derrotas.
Naquele momento, o Lobo precisava de uma vitória, combinada de uma derrota do Moonson na última rodada para escapar do quadrangular do rebaixamento. O revés da equipe agora do Litoral Norte aconteceu, porém, em um jogo cheio de reviravoltas, o Pelotas perdeu para o Juventude, de virada, por 3 a 2, na estreia de Alessandro Telles na casamata.
No quadrangular final, o Pelotas empatou as três primeiras partidas, inclusive o Bra-Pel, disputado na Boca do Lobo. Mas foi no clássico da quarta rodada, no Bento Freitas, que o clube se complicou e sentiu que seria rebaixado. O áureo-cerúleo perdeu por 1 a 0, com o gol sofrido aos 43 minutos do segundo tempo. Além disso, o Lobo desperdiçou um pênalti com Yuri Bigode.
O resultado no clássico deixou o Pelotas na lanterna do quadrangular, sendo rebaixado matematicamente na partida seguinte, com uma goleada por 4 a 1 para o Avenida.
Segundo semestre
Apesar de manter Alessandro Telles no comando da equipe, a diretoria áureo-cerúlea modificou completamente o elenco para a disputa da Copa FGF, em setembro. O time foi recheado de jogadores conhecidos do futebol gaúcho, como o goleiro Rodrigo Mamá, o meia Jean Roberto e o atacante Cristiano, que havia disputado a Série C pelo Ypiranga.
A campanha do Pelotas na Copa FGF foi animadora, liderando a fase de grupos da primeira a última rodada, com atuações de luxo. Após vencer o Aimoré na estreia, por 1 a 0, o Lobo goleou Inter e Juventude, além de superar o Esportivo. A única derrota da equipe na primeira fase foi para o Gaúcho, em Passo Fundo, com um gol nos acréscimos do segundo tempo.
No Bra-Pel, empate em 1 a 1, no Bento Freitas, com um jogador a menos e festa nas arquibancadas. Depois, na última rodada, uma situação inusitada com uma vitória por W.O. diante do São Gabriel.
A campanha deu ao Lobo a classificação direta à semifinal, com a vantagem de decidir em casa. O adversário foi o Aimoré, comandado por Ariel Lanzini.
O Pelotas venceu por 2 a 1 na partida de ida, no Cristo Rei, com um gol nos acréscimos do segundo tempo. A vitória deu a vantagem do empate para a equipe na Boca do Lobo. Apesar disso, o time de Alessandro Telles teve o desfalque de Cristiano, artilheiro da competição, que foi expulso na partida de ida.
Sem o craque do time, Telles manteve o mesmo sistema tático, modificando apenas uma peça: saí Cristiano e entra Léo Ferraz, estratégia que não deu certo.
O Pelotas viu a vantagem construída em São Leopoldo ser perdida logo no começo da partida. No segundo tempo, o time até criou, mas parou no goleiro Enzo, que não permitiu o gol de empate do time da casa.
Com o resultado a decisão foi para os pênaltis. Enquanto o Índio Capilé teve 100% de aproveitamento nas cobranças, o Pelotas desperdiçou primeiro com Douglas Zielke e depois com Victor Lima, que finalizou na trave e adiou a chance do tricampeonato do Lobo.
Sem o título, o Pelotas perdeu a única chance de conseguir uma vaga na Série D e ficou sem calendário nacional para 2026. Além disso, teve que ver o rival ser campeão da competição.


