
O Brasil de Pelotas teve dois semestres muitos distintos em 2025. O rebaixamento no Gauchão e a campanha ruim na Série D deram lugar ao título da Copa FGF e, fora de campo, a concretização da transformação do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).
Primeiro semestre
Comandado pelo técnico catarinense William de Mattia, o Xavante montou uma equipe jovem, com média de 27 anos, e poucos nomes conhecidos no cenário gaúcho.
A passagem do catarinense pelo Bento Freitas durou sete partidas, com três derrotas, três empates e apenas uma vitória. Demitido após o revés para o Ypiranga, pela penúltima rodada, Mattia deu lugar a Pingo, que venceu apenas o clássico Bra-Pel e não conseguiu evitar o rebaixamento do clube.
Ao todo, o Brasil terminou o Gauchão com duas vitórias, seis empates e seis derrotas. A equipe encerrou sua participação na competição como lanterna do quadrangular da permanência.
Após a campanha ruim no estadual, o Xavante reformulou a equipe e apostou em Emerson Cris na casamata para a Série D. O time começou bem, vencendo o Barra, que viria a ser campeão, por 1 a 0, na estreia. Apesar disso, depois emendou uma sequência de seis jogos sem vencer, ficando na lanterna do grupo.
Apesar da eliminação com duas rodadas de antecedência, o Brasil venceu seus últimos compromissos, diante do Azuriz e do Barra, o que deu a impressão que o trabalho poderia continuar.
Segundo semestre de redenção
O Xavante manteve Emerson Cris para a Copa FGF, disputada a partir de setembro. Além dele, a base do time titular também seguiu no rubro-negro, que ainda se reforçou com alguns destaques dos campeonatos estaduais, como os atacantes Patrikão, Adriano Klein e Márcio Jonatan.
O começo do Brasil na Copinha não foi dos melhores, com dois empates, contra Gaúcho e Juventude. Depois, a goleada por 9 a 0 sobre o São Gabriel deu moral para o grupo. Apesar disso, uma goleada por 5 a 0 para o Grêmio, em um jogo-treino na Arena, selou a saída de Emerson Cris.
Gilson Maciel, que tinha feito uma boa campanha com o Bagé na Divisão de Acesso, foi o substituto. Ele iniciou sua trajetória com uma vitória fora de casa diante do Aimoré, no dia seguinte a sua chegada. Depois, vitória diante do Inter e empates no clássico Bra-Pel e contra o Esportivo.
A equipe avançou em terceiro lugar, precisando passar por um mata-mata extra para chegar à semifinal. Na repescagem, duas vitórias por 2 a 1 diante do Juventude credenciaram o Brasil para o confronto diante do Gaúcho, que terminou com classificação nos pênaltis após dois empates.
Na final, empate em 1 a 1 fora de casa e vitória por 2 a 0 e festa de mais de dez mil rubro-negros na arquibancada, e depois no campo, do Bento Freitas.
O bom momento do segundo semestre não foi só dentro das quatro linhas. Fora de campo, entre agosto e outubro, o clube conquistou a vaga antecipada na Série D, teve aprovado o seu processo de recuperação judicial, recebeu a proposta para se tornar SAF e aprovou a proposta no Conselho Deliberativo e na Assembleia dos sócios, tornando o Xavante o primeiro clube gaúcho a trocar o modelo associativo pela gestão empresarial.
Esse último passo aconteceu no mesmo dia da apresentação de Gilson Maciel no comando rubro-negro, em 14 de outubro.





