
A Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Brasil de Pelotas ainda nem foi oficialmente registrada, mas já desperta interesse de novos investidores. Segundo Fernando Ferreira, fundador da Pluri Sports, empresa que coordena o processo de transformação do clube, há negociações em andamento com grupos que não conseguiram integrar o Consórcio Xavante a tempo da proposta inicial, mas que seguem interessados em participar da operação.
— Nós falamos com muita gente durante o processo de preparação do Brasil para ir ao mercado buscar investidores. No meio do caminho, vários investidores se interessaram, uns mais, outros menos, e a coisa foi afunilando — afirma.
O Consórcio Xavante, grupo que garantiu 90% das ações da futura SAF, é formado pelo ex-jogador Emerson da Rosa e pelas empressas Vex Capital e Greenfield Partiners. O trio se comprometeu a a investir ao menos R$ 141 milhões ao longo dos próximos dez anos.
— Quando se fechou esse grupo que apresentou a proposta, existiam conversas com outros investidores que também estavam muito interessados, mas que tinham seus processos de decisões internos que não permitiam que eles entrassem no tempo que nós demos para que a resposta fosse dada inicialmente — explica Fernando Ferreira.
De acordo com ele, esses investidores poderão ingressar na SAF em uma segunda etapa, sem a necessidade de novos trâmites internos no clube, como aprovação do Conselho Deliberativo e dos associados:
— Os investidores que não conseguiram concluir os seus processos de aprovações internas para participar do consórcio a tempo, entram em um segundo momento. E justamente, nesse momento, nós estamos em conversa com esses investidores e seus advogados. É um processo natural. Eles podem entrar, tudo indica que nós teremos mais investidores, mas não existe um período obrigatório para se entrar.
Além disso, Ferreira explica que o modelo da SAF foi estruturado para ser flexível, permitindo novas rodadas de captação de recursos conforme o clube avance em seus projetos e demandas de investimento:
— Nós temos flexibilidade. Os projetos do Brasil, ao longo do tempo, podem mudar e necessitar, por exemplo, de um volume maior de capital. E aí você pode ir ao mercado e fazer rodadas de busca de novos investidores.
Para o fundador da Pluri Sports, a atratividade do projeto e o potencial de crescimento do Brasil tendem a manter essa discussão permanente.
— Imagino que pela atratividade do projeto da SAF do Brasil, que cada dia se mostra mais atrativa, essa discussão vai ser meio que permanente sobre potenciais novos investidores — destaca.
A expectativa é que a formalização da SAF — atualmente em fase de due diligence e ajustes contratuais — ocorra até o fim de dezembro, abrindo caminho para o início efetivo da nova gestão e, possivelmente, para a chegada de novos investidores.





