
O projeto Remar para o Futuro será homenageado pela Câmara dos Deputados nesta terça-feira (11), às 16h, com a Medalha Rei Pelé. A distinção reconhece pessoas e instituições que utilizam o esporte como ferramenta de inclusão social com populações de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.
Apesar de ter sido criada em 2023, essa será a primeira edição da medalha. Anualmente, serão condecoradas até dez pessoas e cinco instituições público ou privada. Neste ano, serão 13 homenageados.
O Remar para o Futuro, sediado em Pelotas, será a única instituição gaúcha a receber o prêmio nesta edição. O projeto, que completou uma década no último mês, oferece a prática do remo olímpico para adolescentes e jovens.
Atualmente, cerca de 40 jovens de escolas públicas treinam de segunda-feira a sábado, no turno inverso ao escolar, às margens do Arroio Pelotas. O projeto funciona em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), a Prefeitura de Pelotas e o Centro Português 1º de Dezembro.
O coordenador do Remar para o Futuro, Fabricio Boscolo, afirma que a Medalha Rei Pelé representa um reconhecimento nacional ao trabalho desenvolvido em Pelotas e reforça a importância do esporte como agente de transformação social.
— É uma honra gigantesca receber a Medalha Rei Pelé. Nesses 10 anos de projeto, já atendemos mais de 150 jovens, e perto de 10% deles representou o Brasil em competições internacionais. A nossa taxa de conversão em nível esportivo é muito grande — destaca.
Segundo ele, o projeto seguirá comprometido com a oferta gratuita do esporte, apesar das dificuldades enfrentadas ao longo do caminho:
— Desde o início, nos comprometemos a oferecer uma prática esportiva gratuita para a população pelotense. Temos feito isso com muito esforço e seguiremos assim, porque o Remar para o Futuro transforma vidas. Mesmo com uma série de desafios, a nossa força é maior que cada um deles. Vamos continuar remando cada vez mais forte, mais rápido e mais longe.
Além do Remar para o Futuro, o Rio Grande do Sul será representado também pelo ex-jogador Dunga, reconhecido por ações sociais como a “Seleção do Bem 8”, que doou 227 casas a famílias atingidas pelas enchentes no Estado.
Agraciados de 2025
Personalidades
- Carlos Caetano Bledorn Verri, o Dunga (RS) - Lidera a “Seleção do Bem 8”, que, durante as enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul, doou 227 casas, oferecendo a diversas famílias a oportunidade de recomeçar.
- Marley Mendonça Alves (DF) - criador da Confederação Brasileira de Cultura e Artes Marciais (CBMA) que, junto com as federações estaduais e associações de todo o Brasil, passou a organizar eventos de valorização da cultura e de programas sociais, principalmente para crianças, mulheres e idosos.
- Arthur Antunes Coimbra, o Zico (RJ) - O ex-futebolista participa de diversas atividades focadas no acolhimento de crianças e jovens por meio do esporte, como os projetos “Jogo das Estrelas”, “Golaço Social”, “Escola de Futebol Zico 10” e “Futebol Inclusivo”, dedicado a crianças com autismo. Além disso, ele é embaixador do projeto “Doe Gols”, responsável por transformar gols do Brasileirão em pares de tênis para crianças e adolescentes carentes.
- Fernando Alves Santa Clara (SC) - O ex-jogador de futebol, é fundador e diretor-presidente do Instituto Desportivo Fernandinho 6 (IDF6), organização sem fins lucrativos, criada em 2020, que visa democratizar o acesso ao esporte, à educação, à cultura, oferecendo gratuitamente atividades nesses campos para crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade.
- Renato Camargo Santiago (SP) - ex-jogador profissional de futebol, é educador, gestor esportivo e vereador em São José dos Campos (SP). No Departamento de Esporte Educacional da Prefeitura do município, criou o programa “Escola Ativa”, que ofertou mais de 7 mil vagas em 15 modalidades esportivas em 67 escolas municipais. Idealizou também o projeto social “VemSer”, que leva o esporte a escolas públicas e atende gratuitamente jovens de 6 a 17 anos.
- Ezequiel Patrício Dorneles (in memoriam - MG) - natural de Governador Valadares, Quiel se tornou uma verdadeira instituição viva do futebol amador, não apenas por organizar torneios, como também por transformar o esporte em uma ferramenta contínua de inclusão e impacto social. A Praça Esportiva da cidade, batizada com seu nome, promovia disputas saudáveis, em que cada equipe participante doava alimentos e materiais de limpeza a instituições assistenciais da cidade.
- João Vicente de Macêdo Claudino (PI) - economista, empresário e ex-senador pelo Piauí, fez do esporte como política de inclusão uma de suas principais bandeiras na atuação no Senado, ampliando o acesso à prática esportiva por meio de iniciativas voltadas ao esporte de base e escolar, à valorização de atletas locais e ao fortalecimento de estruturas esportivas. Fora do Parlamento, segue atuante como presidente de honra do Fluminense-PI.
- Carlinhos Bala (PE) - o ex-atacante brasileiro fundou o Projeto CB11, que visa descobrir jovens talentos, em especial na faixa etária de 5 a 15 anos, nas comunidades de Recife, e oferecer treinamento, orientação e suporte para que trilhem os caminhos da profissionalização no futebol.
Instituições
- Projeto Remar para o Futuro (RS) - oferece a prática do Remo Olímpico para adolescentes e jovens de escolas públicas de Pelotas.
- Grêmio Recreativo Favela (SP) - promove inclusão social no Jardim Guacuri, São Paulo, por meio da oferta de atividades esportivas (futsal, capoeira), educacionais (reforço escolar) e culturais (oficinas de dança, eventos comunitários), além de assistência social.
- Instituto Beneficente e Social Viva Contribuindo (IVC - RR) - tem transformado comunidades em Roraima e na Amazônia, fazendo do esporte um mecanismo de cidadania, igualdade e esperança, por meio de iniciativas como o “Projeto Evoluindo Vidas”, que estrutura núcleos esportivos em diferentes municípios.
- Instituto Reciclando o Futuro (DF) - atua no Distrito Federal e no entorno, incluindo cidades de Goiás, com o objetivo de apoiar e fortalecer os catadores por meio de educação profissional e oferta de oportunidades; os projetos gratuitos incluem o “Esporte em Ação”, o “Esporte e Cidadania” e o “Formando Campeões”.
- Instituto Tiago Camilo (SP) - fundado por um dos maiores judocas brasileiros, o atleta Tiago Camilo, o instituto oferece a prática esportiva gratuitamente a pessoas na faixa etária de 5 a 18 anos em situação de vulnerabilidade social, atuando em mais de dez estados brasileiros.

