
O Riograndense foi condenado pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-RS) na terça-feira (12) à perda de um mando de campo e ao pagamento de multa de R$ 1 mil. A punição se deve à confusão entre torcedores e a equipe de arbitragem na saída do estádio Torquato Pontes, após a partida contra o São Paulo-RG, pela Terceirona, em 26 de outubro.
A decisão responsabiliza o clube por não ter conseguido evitar o incidente. O Riograndense ainda pode recorrer ao Pleno do Tribunal. Segundo o presidente Paulo André Neves, o clube deve decidir sobre o recurso na próxima semana.
Na última rodada da Terceirona, o Riograndense enfrenta o Rio Grande, em confronto decisivo por uma vaga na semifinal. O jogo será no domingo (16), às 15h, no estádio Torquato Pontes. Apesar da punição, a partida terá presença de público, já que o mando é do Vovô.
O julgamento
Durante o julgamento, o árbitro da partida, Rodrigo Brand da Silva, relatou que dispensou a presença da Brigada Militar ao notar um “clima amistoso” entre os torcedores após o jogo. No entanto, minutos depois, ao deixar o estádio pela entrada principal, a equipe de arbitragem acabou se envolvendo na confusão.
Segundo o árbitro, o tumulto começou quando um dos assistentes discutiu com um torcedor:
— Um dos bandeiras se desentendeu com um torcedor que falou alguma coisa. Ele não gostou e começou a discutir. Vieram pra cima e foi tudo muito rápido. Começaram a agredir ele, eram uns cinco caras. Tentamos segurar, teve socos e chutes, e ele caiu no chão. Nesse momento, o Rodrigo Garcia, que é policial militar e quarto árbitro, se identificou, mas eles não pararam. Então ele foi até o carro, pegou a arma e sacou para conter a situação — explicou.
O procurador Renan Cardoso comentou o episódio envolvendo o policial:
— Policial militar é policial militar 24 horas por dia, sete dias por semana. Ele agiu para não prevaricar. Se houve abuso, que responda no comando dele, não neste tribunal — comentou.
Na defesa, o Riograndense afirmou ter oferecido toda a segurança necessária e reforçou que a própria equipe de arbitragem havia solicitado a dispensa da Brigada Militar. A justificativa não foi aceita, e o clube acabou condenado.



