
A Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) apontou o Porto do Rio Grande como um dos destaques nacionais em eficiência operacional e competitividade. O reconhecimento integra um estudo inédito elaborado em parceria com o Ministério de Portos e Aeroportos, que comparou indicadores de desempenho entre complexos portuários do país.
Segundo o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, esta é a primeira vez que o levantamento é apresentado nesse formato.
— Entre 2024 e 2025, o complexo portuário apresenta evolução estimada de 12% nos índices de eficiência, resultado de investimentos em infraestrutura, modernização tecnológica e gestão — afirma.
De acordo com a Portos RS, a melhora operacional representa economia superior a R$ 103 milhões na cadeia logística.
O estudo considera indicadores como tempo de estadia de embarcações, tempo de atracação, custos operacionais e volume de movimentação de cargas.
Nesse cenário, o Porto do Rio Grande reduziu o tempo médio de estadia de navios de 55,1 horas para 47,9 horas. O tempo médio de atracação também caiu em 4,95 horas.
— Todos esses investimentos trazem mais eficiência e melhoram a operação. Consequentemente, reduzem custos e tempo, e esse resultado aparece nos indicadores — destaca Klinger.
Com custo médio de R$ 5.296,81 por hora por navio, a redução no tempo de operação gera ganhos diretos para armadores e operadores, além de acelerar o giro das embarcações.
O porto também concentra 7,5% dos Documentos Únicos Virtuais (DUVs) emitidos no país, segunda maior participação nacional, mesmo diante do alto volume de cargas movimentadas.
Atualmente, o distrito industrial integrado à área portuária reúne 54 empresas em operação. Deste total, 39% atuam em segmentos ligados ao agronegócio, incluindo indústrias químicas, alimentícias e do setor naval.
Ao avaliar os resultados, Klinger afirma que o desempenho reflete uma estratégia contínua de modernização e fortalecimento da competitividade do terminal.
— Todo esse esforço gera resultados práticos para quem utiliza o complexo portuário e amplia a competitividade das operações — diz.
Klinger também destaca a integração entre investimentos públicos e privados como fator determinante para o desempenho.
— A eficiência das ações executadas, alinhada aos investimentos da autoridade portuária, dos operadores e à qualificação dos trabalhadores, fortalece o desenvolvimento competitivo e sustentável do complexo — conclui.
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