
O Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) iniciou uma operação de fiscalização em postos de combustíveis de Rio Grande na quinta-feira (12), com o objetivo de conter abusos de preços, após instabilidades no Oriente Médio afetarem o mercado mundial. Segundo o órgão, todos os postos do município foram fiscalizados e o preço médio da gasolina identificado foi de R$ 6,14.
Os estabelecimentos foram notificados a apresentar, no prazo de três dias, as notas fiscais de compra e venda de combustíveis, além do Livro de Movimentação de Combustíveis (LMC). A documentação será analisada pelo Procon.
— Vamos analisar essas documentações, essas notas de compra e venda e esse livro de movimentação. Se houver um aumento injustificado, vamos fazer a autuação e abrir um processo administrativo que, posteriormente, gera multa — explica Assis Lilja, coordenador do Procon Rio Grande.
Até o momento, nenhum posto foi multado. Ao longo desta sexta-feira (13), a fiscalização do Procon também ocorre nas distribuidoras de combustíveis instaladas na cidade.
O que está causando a elevação no preço do combustível?
A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (13) que vai elevar o preço do litro do diesel A, vendido às distribuidoras. O aumento será de R$ 0,38, válido a partir de sábado (14). Com o reajuste, o preço médio do litro de diesel da Petrobras para as distribuidoras será de R$ 3,65.
Em nota, a Petrobras argumenta que o reajuste será mitigado pela suspensão de PIS e Cofins anunciada na quinta-feira (12) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Desde o dia 28 de fevereiro, quando foram registrados os primeiros ataques de Estados Unidos e Israel ao Irã, os impactos dos confrontos na cadeia global de suprimentos têm se intensificado diariamente.
Entre as principais consequências econômicas da guerra no Oriente Médio está a alta no preço do barril de petróleo, que disparou nas últimas semanas e já afeta o comércio de combustíveis em todo o mundo.
O impacto é em decorrência de o Irã exercer controle sobre o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde circula cerca de 20% de todo o petróleo consumido globalmente.





