
A empresa chilena CMPC pretende qualificar a infraestrutura portuária instalada no Porto de Pelotas com um investimento de R$ 400 milhões. A informação foi confirmada pelo diretor geral do Terminal Rio Grande do Sul da CMPC, Leonardo Maurano.
A iniciativa ocorre após a assinatura do contrato que concede uma área do terminal portuário de Rio Grande para a implantação de um complexo de exportação de celulose no município, com investimento de R$ 1,5 bilhão.
Segundo o presidente da Portos RS, Cristiano Klinger, a logística utilizada atualmente pela empresa já envolve os dois terminais para a unidade de Guaíba.
No Porto de Pelotas, a operação é voltada ao embarque de toras de madeira, que servem como matéria-prima para as fábricas.
O transporte é feito por embarcações até as unidades industriais. A celulose produzida retorna pelo mesmo modal até o Porto de Rio Grande, de onde é exportada.
Com a assinatura do novo contrato na terça-feira (20), a empresa deve manter esse modelo operacional, porém com um aumento expressivo no volume movimentado.
— Hoje, por exemplo, Pelotas movimenta aproximadamente 1 milhão de toneladas de toras de madeira, e vai passar a movimentar quase 3 milhões de toneladas de toras de madeira, saindo do Porto de Pelotas para abastecer as duas fábricas — comenta.
O novo terminal da empresa chilena é determinante para viabilizar a operação da futura fábrica em Barra do Ribeiro.
De acordo com Klinger, a cessão da área cria as condições necessárias para ampliar a capacidade de exportação, permitindo a duplicação do volume de celulose embarcado.
— Toda a celulose produzida retorna para o Porto de Rio Grande. Com esse investimento, assinado ontem, será construído um novo terminal, o que vai praticamente dobrar o volume de celulose exportado, já considerando a implantação desse novo terminal — garante.
A nova fábrica da empresa no Rio Grande do Sul é o maior investimento da unidade, superior a R$ 25 bilhões.
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