
Produzida a partir de algas marinhas, a cerveja Ocean Beer, desenvolvida pelo produtor Geordano de Moura, da Cervejaria Sítio Santa Cruz, chama a atenção de quem conhece o produto.
A ideia de produzir a cerveja nasceu em 2024, durante o Fórum de Desenvolvimento da Economia Azul, que ocorre anualmente no município. Segundo o produtor da bebida, o nome carrega a identidade da cidade e sua relação com as águas.
— Ocean Beer foi o nome sugerido pelo grupo Conexão OceanValley. É uma homenagem ao mar e a questão dos produtos relacionados a economia azul e a identidade da cidade de Rio Grande — comenta.
De coloração azul e sabor refrescante, o diferencial da cerveja está na utilização do componente ficocianina, presente na espirulina, uma microalga conhecida por seu alto valor nutricional e pela tonalidade azulada natural.
O ingrediente, já utilizado na gastronomia e na indústria de suplementos, agora confere a bebida uma cor vibrante e um leve toque marinho.
— É uma cerveja leve e refrescante, pra se tomar bem gelada. O pigmento da alga influência principalmente na questão estética, o azul fica muito bonito. Com relação ao sabor e aroma, temos sensação marinha bem de leve — afirma Geordano.
Produção é feita de forma colaborativa
A Cervejaria Sítio Santa Cruz é responsável pela produção da bebida, enquanto a Algasul fornece o pigmento natural de algas. A produção da cerveja azul segue o mesmo processo artesanal de outras cervejas, passando por etapas de fermentação e maturação cuidadosas.
— O processo de desenvolvimento começou com a fase de ideação, seguida por testes piloto e uma produção em pequena escala. Embora ainda enfrente alguns desafios tecnológicos, a equipe segue aprimorando a fórmula. A colaboração é a essência da Ocean Beer. Arrisco dizer que é um verdadeiro case de produto colaborativo — conta o produtor.
Atualmente, a cerveja não é produzida em grande escala e não está disponível para o público, pois ainda está em fase final de desenvolvimento.
— Começamos levando a cerveja a eventos para demonstração e tivemos um retorno muito positivo. As pessoas gostaram da ideia e do sabor. Agora, seguimos pesquisando e aprofundando o estudo de mercado para compreender melhor o produto e seu público — finaliza Geordano.


