
O empreendedorismo feminino é uma realidade crescente no Brasil. De acordo com dados divulgados pelo Sebrae, mais de 10,35 milhões de mulheres estão à frente de suas próprias empresas. A entidade também aponta que elas representam quase metade (46,8%) dos novos negócios criados no país.
Esse cenário é impulsionado por instituições como o Sicredi, que investe constantemente para fomentar a jornada das empreendedoras. Apenas em 2025, sua carteira de crédito voltada a empresas lideradas por mulheres ultrapassou a marca de R$ 17,5 bilhões. O valor representa um crescimento de mais de 12% em relação aos R$ 15,6 bilhões somados em 2024.
A cooperativa de crédito também promove projetos e ações específicas para o público feminino. Um exemplo é o Rio Grande Empreendedora, organizado pelo Sicredi Interestados em parceria com a Portos RS, com o objetivo de criar oportunidades reais de geração de renda para mulheres em situação de vulnerabilidade social.
— Esses projetos destacam o poder do empreendedorismo feminino como ferramenta de inclusão, autonomia e renda, além de representar o fortalecimento da presença das mulheres no mercado, o que contribui significativamente para o desenvolvimento das comunidades, indo ao encontro do propósito da Sicredi de construir, juntos, uma sociedade cada vez mais próspera —explica a coordenadora de relacionamento da Sicredi Interestados, Raquel Machado dos Santos.
Transformação socioeconômica
Iniciativas como o Rio Grande Empreendedora funcionam como movimentos de transformação socioeconômica. Gratuita, a capacitação conta com cinco dias de imersão, com aulas práticas baseadas na metodologia internacional By Necessity, executada pela consultoria Besouro de Fomento Social. Trata-se de um método já aplicado em 28 países e responsável por formar mais de 172 mil pessoas.
— A proposta é transformar ideias em negócios viáveis, com ferramentas acessíveis e aplicáveis ao cotidiano das participantes. Ao final da formação, cada uma recebe um plano de negócios estruturado, uma logomarca exclusiva para o empreendimento, certificado de participação e 90 dias de consultoria gratuita com especialistas, voltada a apoiar o empreendedorismo no bairro — destaca Raquel.

Impactos positivos
Com duas turmas em 2025, o Rio Grande Empreendedora gerou impactos positivos reais para as participantes: 68% delas, por exemplo, relataram que seus negócios passaram a ser a principal fonte de renda da família. Além disso, 34% tiveram aumento médio nos ganhos e 44% geraram pelo menos um emprego.
Dados divulgados pela Sicredi Interestados também indicam que 33% passaram a ter mais acesso a bens e serviços. Já 79% afirmam que acreditam em um futuro melhor após o curso.
— O programa fortaleceu a autonomia dessas mulheres que enfrentam desafios sociais e econômicos, conectando sonhos, talentos e possibilidades, contribuindo para a construção de um futuro mais sustentável para elas e suas famílias. Também promoveu o fortalecimento das participantes a partir da atuação em uma rede, na qual umas apoiam as outras com ideias e feedbacks, consumindo os produtos e serviços do grupo, bem como divulgando, em suas redes pessoais, os novos negócios que surgiram — diz a coordenadora de relacionamento.
Por um futuro ainda mais próspero
Seja com o Rio Grande Empreendedora (que deve ganhar uma nova turma com 45 mulheres em 2026), seja com outros projetos, o objetivo central do Sicredi é continuar promovendo ações relacionadas ao tema e fornecendo crédito para incentivar que mais brasileiras sigam conquistando seu espaço em diferentes áreas.
Essas iniciativas, inclusive, estão alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU), especialmente àqueles que tratam da igualdade de gênero (ODS 5), do trabalho decente e crescimento econômico (ODS 8) e da redução das desigualdades (ODS 10).
— A expectativa da Sicredi Interestados é seguir apoiando e fortalecendo o empreendedorismo feminino por meio de projetos como o Rio Grande Empreendedora, para que ela sirva de exemplo para outras regiões no que se refere à inclusão e ao fortalecimento das mulheres no mercado — finaliza Raquel.




