
O som grave dos tambores tomou conta do centro de Pelotas no fim da tarde desta sexta-feira (13). O Encontro de Tambores, realizado ao lado da Prefeitura, levou às ruas a batida que carrega a identidade histórica da festa na cidade.
O ato tem como proposta resgatar as origens do Carnaval pelotense, especialmente a tradição do Sopapo, tambor de matriz afro que atravessa gerações e se mantém como símbolo cultural do município.
Presidente da Liga dos Blocos e Cordões Carnavalescos de Pelotas, Kitanji Goulart Nogueira destacou a importância da participação de diferentes entidades neste momento.
— Estão resgatando essa africanidade do nosso tambor, que é o tambor do Sopapo, que é o tambor do terreiro, que é esse som que acorda o Carnaval e que percorre todas as ruas — afirma.

Segundo Kitanji, falar de Carnaval em Pelotas é, necessariamente, falar do Sopapo.
— O Sopapo é a história do Carnaval de Pelotas, não há bateria, não há momento histórico sem pensar no Sopapo. Então nós pensamos aqui num grande encontro de todos os tambores que são o coração, sendo abençoados pela nossa grande manhochuca — explica.
A proposta do Encontro de Tambores, diz ela, foi justamente abrir o feriado com essa força simbólica e espiritual, reunindo diferentes ritmistas e agremiações no mesmo compasso.
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