
Faltando menos de 15 dias para o Carnaval, São Lourenço do Sul já vive o clima de contagem regressiva para a principal festa do calendário turístico da cidade. Casas de temporada estão praticamente todas alugadas e a rede hoteleira registra alta ocupação, enquanto o comércio começa a sentir o aumento na circulação de visitantes.
Se na orla da Lagoa dos Patos o ritmo ainda é de tranquilidade no verão, nos bastidores a movimentação é intensa. Lojas de fantasias e acessórios reforçaram estoques de glitter, adereços e roupas coloridas, e ateliês ampliam a produção de abadás personalizados.
— É muito bom ver as pessoas vindo felizes para a cidade. Vêm comprar fantasia, glitter, a loja enche e tudo movimenta — afirma a empresária Taís Marth Bairtessmer.
Nos ateliês, o trabalho também cresceu. A costureira Rosane Schaun estima aumento nas encomendas em relação ao ano passado. Em 2025, produziu cerca de 80 peças. Para este ano, a expectativa é ultrapassar 100.
Cada fantasia é feita sob medida, com desenho, corte e costura artesanal. Os valores variam entre R$ 100 e R$ 200.
— É tudo personalizado. Cada cliente é diferente, então cada peça é única — explica.
Impacto na economia
Durante os dias de folia, a população do município chega a triplicar, reflexo direto no faturamento de hotéis, restaurantes, supermercados, postos de combustíveis e serviços.
— Todo o comércio se beneficia. As pessoas vão no salão, na farmácia, no restaurante, na hotelaria. O Carnaval gera emprego, renda e também trabalho temporário — afirma a secretária municipal de Turismo, Indústria e Comércio, Simone Leite.
A principal concentração de público ocorre na Praia das Nereidas, onde trios elétricos e blocos arrastam milhares de foliões. Nos dias de festa, a orla pode reunir cerca de 40 mil pessoas.
Maior bloco projeta 10 mil foliões
O crescimento também é percebido nos blocos de rua. Criado há 11 anos, o Ziriguidum, considerado o maior bloco de São Lourenço do Sul, começou com cerca de 300 participantes. Para este ano, a expectativa é superar 10 mil foliões.
Criador do bloco, Marcelo Knorr afirma que o impacto é sentido meses antes da festa.
— No meio do ano já começa a faltar casa para alugar. Supermercado, posto de gasolina, restaurante… todo mundo sente esse movimento — relata.
Enquanto os preparativos avançam, quem já aproveita a temporada de verão conta os dias para a folia começar.
— É pura energia, brilho e alegria. A gente já está só esperando — resume a social media Daniela Alves.





