
Com o objetivo de valorizar a cultura e a produção cinematográfica local, Rio Grande recebe, entre os dias 25 e 28 de novembro, a 7ª Mostra de Cinema Latino-Americano de Rio Grande (MCLARG).
Gratuito e aberto ao público, o evento surgiu em 2016 como uma evolução da Mostra de Cinema OfCine, do IFRS Campus Rio Grande, visando exibir os curtas-metragens produzidos nas oficinas do projeto.
— A Mostra de Cinema e o projeto OfCine nasceram juntos e se complementam. Em 2016, ao final das oficinas de cinema, os filmes produzidos eram exibidos em uma mostra. Em 2019, o projeto cresceu, buscando não só compreender o cinema nacional, mas também o nosso lugar no contexto latino-americano — comenta a coordenadora do projeto, Raquel Ferreira.
Ao longo dos três dias, 11 filmes de curta-metragem serão exibidos no anfiteatro do Instituto. Os horários ainda serão divulgados.
Neste ano, as oficinas, que ocorreram entre julho e novembro, contaram com a participação de 50 pessoas. Ao longo dos meses, de forma semanal, os estudantes participaram de atividades práticas e palestras com profissionais da área do audiovisual.
As aulas foram ministradas pela documentarista e jornalista Thais Fernandes:
— Cada aula abordou uma temática. Falamos de fotografia, montagem, roteiro, com convidados de cada área para compartilhar as experiências com os alunos — conta.
Produção local
Entre os filmes exibidos neste ano, está o curta-metragem Alora - Onde moram os sonhos perdidos desenvolvido pela rio-grandina Jade Luzardo, de 29 anos, em um grupo de aproximadamente seis pessoas durante as oficinas.

A narrativa acompanha o subconsciente da personagem na busca por um reencontro consigo mesma, após uma tragédia pessoal que a impede de continuar pintando. A história foi criada por Julia Stenert e Helena Santos, com roteiro de Paulo Olmedo.
— No curta sou diretora de fotografia mas também participei em algumas outras funções, como produção, montagem e direção de arte. Fotografia é a minha profissão, mas é a primeira vez de fato que participo da produção de um projeto maior, que foge um pouco da dinâmica do meu trabalho no dia a dia — conta Jade Luzardo.
Essa é a primeira vez que ela integra o projeto:
— Lembro que em 2019 eu conheci a OfCine e assisti à primeira Mostra de Cinema que eles produziram, no anfiteatro do IF. Estou animada em ver o projeto no qual nos dedicamos durante alguns meses finalmente sendo exibido para todos, e também curiosa para assistir os curtas dos colegas, que sei que ficaram incríveis — completa.
Exibição de produções nacionais
Neste ano, o público poderá conferir três produções nacionais recentes: O Último Azul (Gabriel Mascaro, 2025), Uma em Mil (Tiago Rubert e Jonatas Rubert, 2025) e O Último Episódio (Maurílio Martins, 2025). As sessões acontecerão no turno da noite, no Anfiteatro Earle Barros.
Além disso, duas oficinas estão confirmadas: a Oficina de Cinema Experimental, ministrada pelos artistas Desali e Rafael Rocha, e a Oficina de Práticas de Audiovisual, com foco em Direção de Atores, conduzida pelo produtor e cineasta Maurílio Martins.
— Já podemos dizer que a mostra já se consolida como um evento de relevância para a região, pois já temos um reconhecimento estadual. Ainda assim, não conseguimos manter o evento no Centro Histórico da cidade por falta de recursos. O nosso único apoio financeiro está sendo do IF — relata Raquel Ferreira.
As atividades da 7ª edição serão realizadas no Anfiteatro Earle Barros e no Núcleo de Produção Audiovisual (NPA) Ofcine/IFRS, incluindo oficinas, exibições de filmes e rodas de conversa.
A programação na íntegra ainda será divulgada e pode ser acompanhada através do Instagram do projeto:
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