
A Bibliotheca Pública Pelotense, fundada em 14 de novembro de 1875, celebra nesta sexta-feira (14) seus 150 anos de história. Ao longo de um século e meio, a instituição consolidou um acervo que se tornou parte essencial da memória e da formação cultural de Pelotas.
A instituição foi criada por um grupo de moradores no final do século 19. Desde então, o espaço funciona como um ponto de acesso público ao conhecimento, oferecendo empréstimo de livros, pesquisa documental e a possibilidade de apreciar o patrimônio artístico e arquitetônico que abriga. Atualmente, o acervo reúne livros, periódicos, documentos históricos, obras de arte e fotografias.
— Além de guardiã dos livros, a biblioteca é guardiã das memórias, das emoções e do conhecimento — afirma Lisarb Crespo da Costa, diretora da instituição há mais de 20 anos.
Obras adiam reabertura para 2026

A Bibliotheca está temporariamente fechada para obras de restauração iniciadas em setembro. A previsão inicial de reabertura, marcada para o fim de outubro, foi revista, e agora o retorno ao público deve ocorrer apenas em março de 2026.
Segundo a direção, problemas estruturais mais complexos foram identificados ao longo da obra, especialmente no telhado do Salão Nobre, o que levou à ampliação do prazo. O atraso também adiou as atividades comemorativas dos 150 anos, que estavam programadas para esta sexta-feira.
— Nos deixa um pouco entristecidos, neste dia, não estarmos com a biblioteca aberta ao público. Mas é importante que se diga que isso é uma pausa. Esse espaço é muito frequentado pela comunidade e necessitava dessa obra — explica a diretora.
Acervo centenário

A instituição mantém um trabalho contínuo de higienização e digitalização de livros, jornais, documentos e periódicos. O acervo ultrapassa 200 mil títulos, entre obras de empréstimo, exemplares raros e materiais de relevância histórica.
Além dos livros, a Bibliotheca conserva uma hemeroteca histórica com mais de 300 jornais, somando milhares de edições. O periódico mais antigo é um exemplar do jornal O Pelotense de 1853.
Há também um memorial fotográfico com mais de 4 mil imagens que retratam a história pelotense desde o século 20, além de um museu com objetos e obras doados ao longo das últimas décadas.
A instituição segue sendo um espaço de referência para estudantes, pesquisadores e moradores da cidade.
— Ela não é só guardiã dos livros. Ela é ativa, e o que nós temos aqui é a identidade de Pelotas. Essa biblioteca tem alma — diz Lisarb.
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