
O curso de Arqueologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) e a Prefeitura de Pelotas iniciaram na terça-feira (28) escavações arqueológicas na Praça Coronel Pedro Osório. O trabalho ocorre durante a reforma dos banheiros do local e foi autorizado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
A primeira etapa, das sondagens, abriu 26 pontos de escavação em uma área de 70 metros quadrados, com o objetivo de buscar indícios de materiais arqueológicos.
Cerca de 20 pessoas coordenadas por cinco arqueólogos da UFPel estão envolvidas na operação. A estimativa inicial é de que os trabalhos durem entre sete e dez dias, mas o prazo pode ser alterado dependendo dos achados.
— Nesta etapa de sondagens a gente escava e não sabe o que encontra embaixo da terra, e quem vai decidir é o próprio contexto — explica o professor Rafael Milheira, do Laboratório de Antropologia e Arqueologia (Lepaarq/UFPel).
Em seguida, na segunda etapa, a equipe passará a monitorar a obra de engenharia, que envolverá o uso de maquinário e terá um maior impacto no solo.
O secretário de Urbanismo (Seurb), Otávio Peres, destaca que o cuidado arqueológico não é visto como um obstáculo, mas sim como um compromisso.
— Para nós, é um compromisso de valorização, preservação patrimonial, cultural, arqueológica, nas nossas intervenções, especialmente quando a gente intervém na Praça Coronel Pedro Osório — afirma o secretário.
Esta é a quarta intervenção arqueológica na praça. As anteriores ocorreram em 2002, 2004 e 2006. As peças e objetos encontrados nestas prospecções passadas serão expostos no local.
Educação patrimonial e os achados
O público em geral poderá acompanhar o avanço do projeto. O tapume que cerca a obra ficará aberto durante a Feira do Livro de Pelotas, que começa nesta quinta-feira (30).
Estão previstas visitas de escolas nos dias 4, 6 e 7 de novembro, com apoio da Secretaria Municipal de Educação. Há datas disponíveis para agendamento de instituições das redes estadual e particular.
Entre os materiais encontrados em escavações anteriores, realizadas há cerca de 20 anos, estão louças importadas da Inglaterra, peças em cerâmica manufaturadas em Pelotas e região e utensílios de metal e material de construção.


