
Oferecer soluções financeiras inteligentes e promover o desenvolvimento econômico e social. Esse é o objetivo central do cooperativismo de crédito, que faz parte da realidade de cerca de 7,2% da população brasileira. De acordo com o estudo Impactos do Cooperativismo de Crédito no Brasil, divulgado pelo Sistema OCB e pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE), o país conta com 17,3 milhões de associados, sendo 14,7 milhões de pessoas físicas (PF) e 2,7 milhões de empresas (PJ).
O levantamento também mostra que o Sul registra o maior percentual da população associada (23,7%), além de concentrar a maior parcela dos cooperados PF (48,2%) e PJ (39,8%). A região, inclusive, é vista como o berço do cooperativismo no Brasil, já que o Sicredi, primeira instituição financeira desse tipo a atuar em território nacional, foi fundado em Nova Petrópolis, no ano de 1902.
Ao longo de seus mais de 120 anos de história, a instituição conquistou mais de 9,5 milhões de associados e levou os princípios do cooperativo para mais de duas mil cidades brasileiras. Confira como esse modelo financeiro tem gerado impactos positivos no país:
Diferenciais do cooperativismo de crédito
Os benefícios oferecidos pelo cooperativismo estão diretamente relacionados aos diferenciais desse modelo financeiro. Entre os principais, destaca-se a governança democrática (independentemente da quantidade de capital investida, o associado é tratado como dono do negócio e tem voz ativa nas decisões importantes) e a redistribuição de sobras, que consiste em dividir os resultados de forma proporcional entre todos os cooperados.
Além disso, tarifas, linhas de crédito e taxas de juros das cooperativas tendem a ser mais competitivas. No caso de instituições como o Sicredi, também se destacam outras vantagens, como o atendimento personalizado e próximo, que promove abordagens mais humanizadas e valoriza o bom relacionamento.
Impactos econômicos
Por meio da Matriz Insumo-Produto, o estudo da FIPE identificou que, para cada R$ 1 concedido em crédito cooperativo, são movimentados R$ 2,56 na economia brasileira, com acréscimo de R$ 1,17 em valor adicionado, R$ 0,11 em impostos arrecadados e R$ 0,50 em salários pagos.
Ao financiar empresas e promover o empreendedorismo, o modelo financeiro também impacta a geração de empregos. Segundo o levantamento, cada R$ 1 milhão em crédito concedido corresponde à criação de 22,8 novos postos de trabalho.
Fortalecimento de economias locais e regionais
As cooperativas de crédito se empenham em gerar impactos positivos nos municípios onde atuam. A pesquisa indica que os benefícios incluem desde o aumento do Produto Interno Bruto (PIB) per capita (incremento de R$ 3.852 por habitante) até a geração de empregos (alta de 25,3 vagas formais por mil habitantes).
As cidades que fomentam o cooperativismo também registram aumento na massa salarial (incremento de R$ 115,4 por habitante) e no estímulo ao empreendedorismo, com alta de 3,2 estabelecimentos por mil habitantes).
O modelo financeiro impacta ainda setores estratégicos para a economia, como o agronegócio, contribuindo para o aumento da área plantada, da produtividade e dos valores de produção agrícola e animal. Além disso, colabora com as esferas social e educacional, com municípios registrando redução da pobreza e aumento das matrículas no Ensino Superior.
Variedade de soluções financeiras
Outra vantagem do cooperativismo é a ampla variedade de soluções financeiras. O Sicredi, por exemplo, oferece serviços de câmbio, crédito, investimentos, seguros e certificados digitais para pessoas físicas.
No caso das empresas, é possível encontrar opções de investimentos e soluções como cartão empresarial, seguros, consórcios, máquinas de cartões e iniciativas voltadas exclusivamente ao empreendedorismo feminino. Há ainda programas especiais direcionados ao agronegócio, incluindo o acesso aos recursos do Plano Safra.

