
Uma empresa que precisa testar um equipamento, fazer uma análise laboratorial ou desenvolver uma nova tecnologia pode recorrer à Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Atualmente, a instituição tem 115 OpenLabs cadastrados, com competências que vão de análises físicas e químicas ao desenvolvimento de soluções em robótica e automação.
Os OpenLabs são grupos da comunidade acadêmica que têm conhecimento e estrutura para desenvolver atividades de pesquisa, inovação, ensino e extensão. Eles podem ser acionados tanto para serviços técnicos especializados quanto para projetos de pesquisa e desenvolvimento.
— Qualquer empresa ou organização pode contratar, tanto para pesquisa e desenvolvimento quanto para serviço técnico especializado — explica Samuel Bonato, diretor do Parque Científico e Tecnológico da Furg (Oceantec).
De análises físicas a serviços arqueológicos

Os OpenLabs não necessariamente funcionam como laboratórios tradicionais ou têm um espaço físico próprio. A proposta é reunir e tornar mais acessíveis as diferentes competências existentes na universidade.
Entre as estruturas estão o FURGBOT, voltado à robótica, o OceanLab, o Centro Interinstitucional de Observação e Previsão de Eventos Extremos (Ciex) e a Estação Marinha de Aquicultura (EMA).
Os trabalhos podem incluir projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação, além de ensaios, testes, validações e criação de soluções específicas para empresas ou instituições.
— Podem ser desde análises físicas e químicas até o desenvolvimento de novas tecnologias em robótica e automação, testes de equipamentos, alimentos e até serviços arqueológicos. É uma lista muito ampla — afirma.
Empresas já contratavam a Furg para projetos de pesquisa, desenvolvimento e serviços técnicos. A criação e divulgação dos OpenLabs busca organizar as competências disponíveis e facilitar a identificação de pesquisadores e estruturas capazes de atender cada demanda.
— Sempre tivemos laboratórios e não é algo novo empresas contratarem a Furg para pesquisa e desenvolvimento, projetos e serviços técnicos. Mas, com esse mapeamento, conseguimos enxergar de forma muito mais ampla as competências da Furg — explica Bonato.
O levantamento também permite distribuir as demandas entre os diferentes grupos da universidade.
— Ao receber uma demanda, por meio da Agência de Articulação de Programas e Projetos em Parceria (A2P3), que estamos implementando, conseguimos garantir que todos os grupos da Furg tenham acesso às demandas que recebemos — acrescenta.
Segundo Bonato, a formalização de uma contratação leva, em média, um mês. O prazo pode variar conforme os procedimentos jurídicos da empresa ou instituição interessada.
Como contratar um serviço?
Empresas e instituições podem apresentar suas demandas à Agência de Articulação de Programas e Projetos em Parceria (A2P3). A partir disso, a Furg identifica quais grupos possuem conhecimento e estrutura compatíveis com a necessidade apresentada.
O contato pode ser feito pelo e-mail negocios.a2p3@furg.br.
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