
A Black Friday 2025, que será realizada na próxima sexta-feira (28), traz a dúvida clássica de quem quer um iPhone, mas não pode ou não quer pagar por um modelo novo: vale comprar usado ou seminovo?
A resposta exige mais que olhar o preço. Os iPhones costumam durar e receber atualizações por muitos anos, porém, um aparelho com dono anterior pode esconder problemas.
Bateria, histórico de peças, bloqueios e até sinais de uso podem transformar um bom negócio em problema.
Para ajudar na escolha durante o mês das ofertas, Zero Hora consultou manuais da Apple e preparou um guia prático para avaliar riscos e identificar o que realmente importa. Confira:
ZH Indica: guia de compras
Vale a pena comprar iPhone usado na Black Friday?
A resposta curta é: pode valer muito a pena, desde que você faça a compra com critério. A longevidade dos aparelhos da Apple, aliada à compatibilidade ampla de atualizações de software, faz com que iPhones usados permaneçam funcionais por mais tempo.
Para quem procura boa performance pagando menos, o mercado de usados pode ser um excelente ponto de partida.
Mas é importante saber exatamente o que observar, tanto na compra online quanto na presencial.

Por que tanta gente opta por um iPhone usado?
A Apple desenvolve aparelhos que costumam ter vida útil prolongada, estabilidade no sistema e ampla rede de assistência. Isso significa que, mesmo após anos de uso, muitos modelos seguem rápidos, seguros e atualizados.
Por isso, escolher um iPhone usado, especialmente durante a Black Friday, pode ser um meio-termo vantajoso para quem quer entrar no ecossistema da marca gastando menos.
Se a compra for feita pela internet, o primeiro passo é escolher um vendedor confiável. Prefira lojas conhecidas, plataformas com avaliações verificadas ou revendas especializadas.
Entenda também a política de devolução: em quanto tempo você pode retornar o aparelho, por quais motivos e como esse processo funciona.

Procure saber se o vendedor certifica os dispositivos usados e o que é verificado na inspeção. É possível, inclusive, pedir informações sobre danos físicos, saúde da bateria e histórico de peças e serviços.
Se o aparelho chegar com o "Bloqueio de Ativação" ligado, devolva imediatamente. Ele indica que o iPhone ainda está vinculado ao antigo dono e não deve ser comprado.
Avaliação presencial
Se você tiver o aparelho em mãos, a inspeção deve começar pela parte física. Verifique arranhões, amassados, manchas, rachaduras e possíveis danos na tela ou laterais. Tire a capa se puder. Muitos problemas ficam escondidos.
Em seguida, ligue o aparelho. Ele deve exibir a tela bloqueada ou a saudação inicial ("Olá"), indicando que foi restaurado.
Caso apareça a mensagem "iPhone Bloqueado pelo Proprietário", peça para o vendedor inserir a senha e desativar o Bloqueio de Ativação. Se isso não acontecer, não compre.

Com o iPhone desbloqueado e na tela inicial, faça uma checagem completa: teste botões, deslize a tela para avaliar a sensibilidade do touch, conecte ao Wi-Fi, avalie o brilho, abra apps básicos.
Qualquer travamento, demora acima do normal ou comportamento estranho merece atenção.
Peças, bateria e serviços
Nos ajustes do aparelho (Ajustes > Geral > Sobre), é possível verificar o histórico de peças. O sistema identifica se telas, baterias ou câmeras foram trocadas. Peças genuínas da Apple tendem a oferecer mais segurança.
Um dos itens mais decisivos na compra de um iPhone usado é a bateria. A Apple indica substituição quando a capacidade fica abaixo de 80%.
Acesse "Saúde da Bateria" para ver o percentual e verificar se há alerta de degradação.
Baterias não originais ou desconhecidas não exibem essa informação, o que também deve ligar um alerta.
Áudio, microfone e câmeras

Abra o app Câmera e teste fotos e vídeos, especialmente em ambientes com pouca luz. Tire várias fotos, grave clipes curtos e verifique se há manchas, trepidações, ruídos ou falhas de foco.
No microfone, faça uma gravação rápida pelo app Gravador e reproduza para ouvir se a voz está clara. Para o áudio, aumente e diminua o volume, teste o alto-falante, abra vídeos e ligações.
Bloqueio de operadora
Ainda nos ajustes, observe o item "Bloqueio da Operadora". A mensagem "Sem restrições" indica que o aparelho está desbloqueado para qualquer chip.
Se outra operadora aparecer, o uso será limitado.
Como saber se o iPhone é original
Para confirmar a autenticidade, observe número de série e IMEI (em Ajustes > Geral > Sobre). O acabamento do aparelho, a nitidez da câmera e o funcionamento da Siri também ajudam a identificar falsificações.
A Apple permite verificar cobertura e garantia pelo número de série: uma maneira simples de confirmar que o aparelho é verdadeiro e não foi adulterado.
iPhone de vitrine: já ouviu falar?

Comprar um iPhone novo continua sendo a opção mais segura: vem lacrado, com garantia da fabricante e sem risco de falsificação ou defeitos ocultos.
Mas, se o orçamento estiver apertado, o usado bem preservado pode ser ótimo, desde que comprado de alguém confiável.
Outra alternativa interessante é o chamado iPhone de vitrine. Esses modelos ficaram expostos em lojas físicas, foram manuseados por clientes e, por isso, não podem ser vendidos como novos.
Costumam ter desconto significativo e ainda contam com garantia da loja e da Apple, o que os coloca acima dos usados convencionais em termos de segurança.













