
O fogão é um dos eletrodomésticos mais importantes e duráveis da casa, o que torna a escolha especialmente estratégica.
Como costuma acompanhar a rotina por muitos anos, influencia diretamente a forma de cozinhar, o consumo de energia ou gás, a segurança e a organização da cozinha.
Diante da variedade de modelos, tamanhos e tecnologias disponíveis, decidir apenas pelo preço ou pela aparência pode gerar arrependimento.
A escolha ideal deve considerar:
- Perfil de uso
- Número de moradores,
- Infraestrutura do imóvel
- Hábitos culinários da família, como a frequência de preparo e o uso do forno
Para ajudar nessa decisão, Zero Hora consultou as principais fabricantes e reuniu os critérios essenciais em um guia prático de compra.
ZH Indica: guia de compras
Como comprar o melhor fogão

- O primeiro passo para comprar o melhor fogão é avaliar o perfil de uso e traduzi-lo em necessidades concretas.
Isso significa observar quantas refeições são preparadas por dia, quantas pessoas utilizam o equipamento e se o forno é um recurso essencial ou apenas eventual.
- A partir dessa análise, torna-se possível determinar quantas bocas são realmente necessárias e qual capacidade de forno será suficiente.
Em muitos casos, consumidores adquirem modelos maiores do que precisam, ocupando espaço e pagando mais por recursos que raramente serão utilizados.
- Em seguida, é indispensável medir com precisão o espaço disponível na cozinha.
O fogão não deve apenas caber fisicamente no local, mas também permitir circulação adequada e abertura confortável da porta do forno.
Em cozinhas pequenas, alguns centímetros fazem diferença na ergonomia do ambiente. Também é importante verificar a proximidade de pontos de gás ou energia elétrica, bem como a ventilação do espaço.
Em projetos com móveis planejados, a compatibilidade dimensional é ainda mais crítica, especialmente no caso de modelos de embutir.
- Outro fator decisivo é a infraestrutura da residência.
Fogões a gás dependem de fornecimento por botijão ou rede encanada, enquanto modelos elétricos ou por indução exigem instalações elétricas capazes de suportar potências elevadas.
Nem todos os imóveis estão preparados para equipamentos mais modernos sem adaptações.
A voltagem disponível, a capacidade do disjuntor e a qualidade da fiação devem ser consideradas para evitar riscos e garantir o funcionamento adequado.
- O orçamento deve ser avaliado de forma ampla, incluindo não apenas o preço do fogão, mas também custos de instalação, eventuais adequações elétricas ou de marcenaria e aquisição de acessórios adicionais.
Em fogões por indução, por exemplo, pode ser necessário substituir panelas incompatíveis. Uma análise realista evita surpresas financeiras após a compra.
- Recomenda-se ainda comparar a eficiência energética, os recursos de segurança e a facilidade de limpeza.
Esses aspectos impactam diretamente o uso cotidiano e o custo ao longo dos anos.
Um equipamento mais eficiente pode representar economia significativa na conta mensal, enquanto dispositivos de segurança reduzem o risco de acidentes domésticos.
Tipos de fogão disponíveis
Tradicional

O modelo tradicional, conhecido como fogão de piso, permanece amplamente utilizado por sua praticidade e custo acessível.
Ele combina queimadores na parte superior e forno na parte inferior em um único aparelho independente, sem necessidade de instalação complexa.
Essa solução é especialmente adequada para famílias e para quem busca versatilidade sem intervenções estruturais na cozinha.
Fogão de embutir

Os fogões de embutir são projetados para integrar-se ao mobiliário, criando um visual uniforme e sofisticado.
Embora ofereçam recursos semelhantes aos modelos convencionais, exigem planejamento prévio e dimensões compatíveis com o espaço disponível.
A substituição futura pode ser mais restrita, pois o novo aparelho deve encaixar-se no mesmo nicho.
Cooktops

Os cooktops representam uma alternativa compacta e moderna. Instalados diretamente na bancada, possuem apenas os queimadores, sem forno integrado.
Essa configuração permite maior liberdade na organização do espaço e é comum em cozinhas planejadas ou ambientes reduzidos.
Contudo, quem deseja assar alimentos precisará adquirir um forno separado, o que pode elevar o investimento total.
Elétricos

Os fogões elétricos utilizam resistências internas para gerar calor e dispensam o uso de gás.
Nesse sistema, a eletricidade aquece uma superfície de vidro ou cerâmica, que então transfere o calor para a panela. São considerados mais seguros por não produzirem chama aberta e costumam ser mais fáceis de limpar, graças ao tampo liso.
Também se destacam pela instalação relativamente simples e pelo visual moderno, especialmente em cozinhas planejadas.
Entretanto, tendem a consumir mais energia, o aquecimento e o resfriamento são mais lentos e dependem de uma rede elétrica compatível com a potência do equipamento.
Indução

A tecnologia de indução é a mais avançada entre os sistemas elétricos. Nesse caso, um campo eletromagnético aquece diretamente o fundo da panela, sem aquecer significativamente a superfície do fogão.
O resultado é um cozimento mais rápido, eficiente e preciso, com menor desperdício de energia e alto nível de segurança, já que o calor é gerado apenas quando há panela adequada em contato com a área de cocção.
Outra vantagem é o controle imediato da temperatura, semelhante ao de um fogão a gás.
Em contrapartida, o custo inicial é mais elevado, exige panelas com fundo magnético (como ferro fundido ou certos tipos de aço inox) e requer infraestrutura elétrica robusta.
Quantidade de bocas e potência

O número de bocas deve corresponder ao volume de preparo simultâneo necessário. Fogões de quatro bocas atendem bem a casas com até quatro pessoas ou uso moderado.
Modelos de cinco ou seis bocas são indicados para famílias maiores ou para quem cozinha com frequência e precisa preparar vários pratos ao mesmo tempo.
Mais importante do que a quantidade é a potência dos queimadores. Fogões com diferentes níveis de potência permitem maior controle térmico e versatilidade.
Queimadores mais fortes aceleram a fervura e o preparo de receitas volumosas, enquanto os menores são ideais para cozimentos lentos e delicados.
Papel do forno na escolha
O forno é determinante para quem aprecia preparos assados. Sua capacidade, medida em litros, indica o volume interno disponível.
- Modelos menores atendem a usos ocasionais, enquanto fornos maiores permitem assar peças volumosas ou utilizar várias formas simultaneamente.
- Recursos como grill, timer, iluminação interna e prateleiras ajustáveis ampliam a funcionalidade.
- O vidro duplo na porta contribui para a segurança e a eficiência térmica, reduzindo a perda de calor e o risco de queimaduras.
Materiais, acabamento e limpeza

O material do fogão influencia tanto a estética quanto a durabilidade. Superfícies em inox são resistentes e modernas, enquanto modelos brancos mantêm aparência clássica.
- O acabamento preto ganhou popularidade por seu visual sofisticado e menor evidência de manchas.
- Mesas de vidro temperado oferecem elegância e facilidade de limpeza, embora geralmente tenham custo mais elevado.
- Peças removíveis, como botões e grades, facilitam a higienização e prolongam a vida útil do equipamento.
Recursos adicionais e segurança
Funcionalidades extras podem tornar o uso mais confortável e seguro.
- Acendimento automático elimina a necessidade de fósforos ou isqueiros.
- Timers ajudam a evitar que alimentos queimem. Sistemas de segurança interrompem o fluxo de gás em caso de apagamento da chama.
- Trempes robustas, que são as grades metálicas posicionadas sobre os queimadores e responsáveis por sustentar as panelas com segurança, garantem maior estabilidade durante o preparo e reduzem o risco de deslizamentos ou acidentes.
- Já a iluminação interna do forno permite acompanhar o cozimento sem a necessidade de abrir a porta, evitando perda de calor e contribuindo para resultados mais uniformes.
Consumo e eficiência energética

Mesmo modelos a gás utilizam eletricidade para funções auxiliares, como acendimento automático, iluminação interna do forno e painéis eletrônicos. Equipamentos mais eficientes reduzem o desperdício de energia e contribuem para economia financeira e sustentabilidade ambiental.
- Avaliar a classificação energética e o isolamento térmico do forno é uma forma de estimar o custo operacional ao longo do tempo.
- Nesse processo, é fundamental observar a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, que traz o selo Procel, indicando o nível de eficiência do aparelho em uma escala que vai de A (mais eficiente) a G (menos eficiente).
- Produtos classificados nas faixas superiores tendem a consumir menos eletricidade ao longo dos anos, o que pode representar economia significativa na conta de luz.













