
Durante uma caminhada pelas ruas dos Estados Unidos, Rodrigo Santoro foi abordado pelo influenciador Feroz Khan, que costuma entrevistar pessoas aleatoriamente na rua. Khan, porém, não reconheceu o brasileiro.
Em uma conversa descontraída, o artista a falou sobre a carreira internacional e os desafios de trabalhar em Hollywood.
Sem saber quem estava diante dele, Khan se apresentou e perguntou o que Rodrigo fazia para viver. Depois de encerrar uma ligação, o ator respondeu com bom humor:
— Eu finjo ser pessoas que não sou.
Trabalhos
Ao perguntar em quais filmes ele havia trabalhado, Rodrigo citou alguns de seus principais projetos internacionais e produções brasileiras.
— 300, Westworld, Simplesmente Amor e muitos filmes brasileiros, como Abril Despedaçado, Carandiru... Eu sou do Brasil — disse.

Khan perguntou o que Rodrigo mais gosta em seu trabalho. O ator destacou justamente a possibilidade de se transformar constantemente e conhecer diferentes lugares e culturas.
Dificuldades na carreira
Questionado sobre as dificuldades que encontrou ao construir uma carreira fora do Brasil, Rodrigo relembrou o período em que decidiu tentar oportunidades em Hollywood.
— Primeiro ter ido do Brasil para Hollywood às escuras, sem mídias sociais, sem internet, sem nada na época, foi muito desafiador, especialmente sendo um latino lá. Isso significa que você vai ser estereotipado, e tem sido uma longa jornada, mas as coisas estão um pouco melhores — relatou.
Trajetória internacional
Em 2003, ele apareceu em As Panteras Detonando, em uma participação breve, um dos primeiros trabalhos que ampliaram sua atuação para além do Brasil.
Desde então, Rodrigo passou a conciliar projetos nacionais e estrangeiros e, embora tenha trabalhado diversas vezes nos Estados Unidos, nunca chegou a se estabelecer definitivamente no país.
Para Santoro, a profissão de ator exige mais do que o desejo de alcançar reconhecimento.
— Não vá atrás dessa carreira se você não a ama. É muito difícil, cara, eu acho que a fama se tornou um tipo de objetivo para todo mundo no planeta. Ser um artista é muito mais profundo do que apenas ser famoso — orientou.
