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Após ser devolvido por ser "dependente demais", gato procura carinho e dorme na cama com novo tutor

Leer foi resgatado com calicivirose e recebeu mais de cem manifestações de interesse depois que a ONG divulgou a devolução nas redes sociais

Duda Romagna

Duda Romagna

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Madu Brito

Reprodução/Redes Sociais
Após ser devolvido à ONG, Leer recebeu mais de 100 propostas de adoção e hoje vive em Porto Alegre.

O gato Leer, que comoveu internautas após ser devolvido para a ONG responsável pelo resgate sob a justificativa de que seria "dependente demais", está adaptado ao novo lar em Porto Alegre. Hoje, passa os dias procurando carinho e dorme na cama ao lado do novo tutor.

Desde que foi adotado pelo estudante de Arquitetura e Urbanismo Carlos Eduardo Oliveira, ele passou a receber atenção individual e demonstra estar à vontade na nova rotina.

A história do felino ganhou repercussão nas redes sociais depois que a ONG Gatinhos de Atlântida relatou a devolução dele. Três dias depois, o projeto publicou o caso nas redes sociais. A publicação despertou uma onda de solidariedade e resultou em mais de cem interessados em adotar o animal.

Agora, uma nova imagem de Leer, mostrando uma expressão mais tranquila e feliz, também circula entre os usuários. De acordo com Carlos Eduardo, a situação enfrentada pelo gato foi o principal motivo que o levou a buscar a adoção.

— A história dele me partiu o coração no meio. Me senti muito mal, triste e inconformado pela situação em que ele estava passando — afirma.

Entre os candidatos que se apresentaram para receber o animal, o estudante foi escolhido pela ONG. Segundo ele, a possibilidade de oferecer tempo, espaço e companhia pesou na decisão de se inscrever para a adoção.

Nos primeiros dias no apartamento, Leer ficou restrito ao quarto para se adaptar ao novo ambiente. Aos poucos, passou a circular pelos demais cômodos e a explorar a casa.

Reprodução/Redes Sociais
Leer dormindo no quarto do novo dono.

Contato frequente e comportamento afetuoso

Atualmente, a proximidade com o tutor faz parte da rotina do gato. Carlos Eduardo relata que o animal costuma permanecer por perto durante o dia e procura contato frequente.

O comportamento afetuoso, apontado pela primeira tutora como motivo para a devolução, segue presente. Segundo o estudante, uma das demonstrações mais claras de que Leer se sente seguro acontece na hora de dormir.

— O fato de todas as noites quando eu deito ele pular na cama e em segundos vir pra próximo de mim pra dormir junto ajuda a perceber que ele se sente acolhido — diz.

Reprodução/Redes Sociais
O gatinho Leer, que agora vive em Porto Alegre.

O resgate de Leer

Leer foi encontrado anteriormente em uma colônia felina com cerca de 50 animais atendida pela ONG. Ao contrário da maioria dos gatos do local, descritos como ariscos, ele demonstrava facilidade em interagir com pessoas. Durante o resgate, as voluntárias também perceberam que o felino tinha dificuldades para enxergar, aparentemente em razão do estrabismo.

Após ser recolhido, ele recebeu atendimento veterinário e foi diagnosticado com calicivirose, uma infecção viral altamente contagiosa em gatos que afeta o sistema respiratório e causa feridas na boca, gengivas e língua e que exige que o gato não tenha contato com outros animais. O gato passou por tratamento no gatil mantido pela ONG e apresentou melhora significativa.

Dois meses depois, foi colocado para adoção, com a expectativa de que a convivência em uma casa ajudasse na recuperação e no bem-estar.

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