
Duas pessoas morreram devido a ciclosporíase em Michigan, nos Estados Unidos. As mortes marcam o maior surto da doença gastrointestinal no país — que já registra mais de 11 mil pessoas infectadas. As mortes foram confirmadas pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos de Michigan na segunda-feira (3), segundo o jornal O Globo.
Conforme as autoridades, as vítimas tinham problemas de saúde preexistentes que podem ter sido agravados pela infecção e pela desidratação provocada pela doença. O surto já resultou em 193 internações somente em Michigan. Apenas entre sexta-feira (31) e segunda-feira (3), foram registrados 461 novos casos.
O que é a ciclosporíase?
A ciclosporíase, conhecida por causar a "diarreia explosiva", é uma infecção gastrointestinal transmitida pelo parasita Cyclospora cayetanensis e normalmente não representa um risco fatal.
Nos EUA, uma investigação da agência e alimentos e medicamentos (FDA) identificou uma possível ligação entre o surto e alfaces produzidas pela empresa Taylor Farms, em operações no centro do México. No entanto, a agência ainda investiga outras possíveis fontes de contaminação.
Números elevados
Dados atualizados pelas autoridades de saúde de Michigan mostram que o Estado já contabiliza 11.234 casos relacionados ao surto de ciclosporíase. O condado de Wayne concentra o maior número de infecções, com 1.379 registros, e a faixa etária mais afetada é a de adultos entre 30 e 39 anos. Ao todo, 2.216 casos foram registrados nesse grupo.
Ao total, o surto já atingiu nove Estados norte-americanos: Michigan, Virgínia Ocidental, Oklahoma, Pensilvânia, Ohio, Kentucky, Kansas, Indiana e Illinois, gerando uma crise sem precedentes.
Segundo dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), o país já registrava 6.707 casos confirmados em laboratório até 28 de julho. Além disso, mais de 11.500 notificações suspeitas ainda aguardavam confirmação ou investigação aprofundada.
Em nota disponível no site, o CDC afirmou que está "ciente das duas mortes relacionadas à ciclosporíase" em Michigan e que continuará a acompanhar a situação da doença nos Estados Unidos.