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Quais são os carros elétricos mais baratos do Brasil? Novo líder custa menos de R$ 70 mil; veja o ranking

Importado da E-Motors derruba a barreira dos R$ 100 mil e assume a liderança entre as opções de entrada; venda de eletrificados cresceu 26% no país em 2025

Leonardo Martins

Leonardo Martins

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  • O Emova Easy é o carro elétrico mais barato do Brasil, lançado por R$ 69.990, com autonomia de até 201 km e itens de série básicos.
  • O mercado de elétricos cresce rápido: em 2025, as vendas subiram 26%, impulsionadas por produção nacional e maior oferta de modelos.
  • Modelos como BYD Dolphin Mini, JAC E-JS1 e GWM Ora 03 oferecem mais autonomia, tecnologia e garantias de até oito anos para a bateria.
  • Carros elétricos têm manutenção mais barata, podem ser carregados em tomadas comuns, mas o ideal é instalar um wallbox em casa.
  • O IPVA varia conforme o estado, e a compra do elétrico mais barato depende do perfil de uso e da disponibilidade de pontos de recarga.
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Graham/stock.adobe.com
Momento é de expansão da malha de carros elétricos no Brasil.

Um carro elétrico por menos de R$ 70 mil já é realidade no Brasil. O novo dono do posto de modelo mais barato do país é o Emova Easy, hatch compacto importado pela E-Motors, que começou a ser vendido em maio por R$ 69.990 e rompeu a barreira dos R$ 100 mil, patamar antes ocupado pelo Renault Kwid E-Tech, que saiu de linha em maio.

A novidade chega em um momento de expansão dos eletrificados no país. As vendas de veículos eletrificados leves fecharam 2025 com 223.912 unidades, recorde da série histórica da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE) e alta de 26% sobre as 177.358 registradas em 2024. 

O ritmo foi quase 10 vezes maior que o do mercado automotivo como um todo, que cresceu 2,6% no período.

Segundo a entidade, a redução dos preços dos elétricos é resultado de fatores como o início da produção nacional, com as fábricas da GWM em Iracemápolis (SP) e da BYD em Camaçari (BA), além da ampliação da oferta, que saltou de 317 para 400 modelos em um ano.

Para ajudar na escolha, Zero Hora listou os carros elétricos mais baratos à venda no Brasil, do modelo de entrada mais acessível às opções que ainda figuram entre as mais em conta do mercado.

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Emova Easy, a partir de R$ 69.990

Divulgação/E-motors
Emova Easy tem velocidade máxima limitada a 100 quilômetros por hora (km/h).

O título de mais barato do país é recente. O Emova Easy chegou às lojas em maio e custa R$ 69.990, cerca de R$ 30 mil abaixo do antigo líder, o Renault Kwid E-Tech.

O hatch tem 3,5 metros de comprimento, é homologado para quatro ocupantes e usa bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 15,9 kWh, com autonomia de até 201 quilômetros (km), segundo a importadora.

O motor entrega 30 quilowatts (kW), equivalentes a 40,8 cv, e 8,6 kgfm de torque, com velocidade máxima limitada a 100 quilômetros por hora (km/h).

Para manter o preço baixo, a lista de itens de série é enxuta: ar-condicionado, direção elétrica, computador de bordo, freios ABS, travas e vidros elétricos.

Recursos como central multimídia, painel digital, câmeras de ré e 360 graus, controle eletrônico de estabilidade, assistentes de condução, partida sem chave e carregamento rápido em corrente contínua (DC) ficam por conta de pacotes opcionais.

A E-Motors vende o modelo diretamente, pelo site ou por WhatsApp, com foco em autoescolas e frotas, embora pessoas físicas também possam comprá-lo. A garantia é de três anos para o veículo e de oito anos para a bateria.

Por ser uma importadora nova no mercado, vale confirmar, antes da compra, quais são os pontos de assistência técnica autorizados na sua região.

Emova Urban, a partir de R$ 99.990

Divulgação/E-motors
Modelo Urban possui autonomia para até 330 km.

Versão maior da dupla importada pela E-Motors, o Urban é homologado para cinco ocupantes e traz uma bateria de lítio-ferro-fosfato (LFP) de 30,2 kWh, que eleva a autonomia para até 330 km.

O motor sobe para 50 kW (68 cv), com 12,7 kgfm de torque e velocidade máxima de 110 km/h

A lista de equipamentos e os opcionais são os mesmos do Easy, assim como o canal de venda direta e o foco em frotas e autoescolas.

A garantia também acompanha a do irmão menor: três anos para o veículo e oito anos para a bateria.

BYD Dolphin Mini, a partir de R$ 109.990

Divulgação/BYD
Dolphin Mini tem autonomia de 280 km e aposta no custo-benefício.

O fenômeno de vendas da BYD tem preço que varia conforme a versão, o canal de compra e as condições de financiamento.

A configuração de entrada, a GL, parte de R$ 109.990, geralmente em condições promocionais, enquanto a topo de linha, GS, de cinco lugares, chega a R$ 122.800.

O conjunto traz motor de 75 cv e bateria de 38 kWh, com autonomia de 280 km no ciclo PBEV/Inmetro. 

O trunfo é o custo-benefício: entrega mais autonomia, tecnologia — como a tela giratória — e acabamento superior ao dos concorrentes diretos. É um bom primeiro elétrico para quem usa o carro na cidade e faz viagens curtas nos fins de semana.

No uso particular, a garantia da BYD é de seis anos para o veículo e de oito anos para a bateria.

JAC E-JS1, a partir de R$ 126.900

Divulgação/JAC Motors
JAC E-JS1 tem autonomia de 161 km e um pacote de equipamentos generoso para a faixa de preço.

O compacto da JAC Motors tem motor de 62 cv e bateria de 30,2 kWh, com autonomia de 161 km no ciclo PBEV/Inmetro.

Oferece um pacote de equipamentos generoso para a faixa de preço, com painel digital e central multimídia.

As dimensões enxutas e o desenho simpático ajudam no dia a dia urbano. É uma alternativa para quem busca um pouco mais de espaço e equipamentos do que o Kwid.

A JAC oferece cinco anos de garantia para o veículo e oito anos ou 150 mil km para a bateria.

BYD Dolphin, a partir de R$ 149.800

Divulgação/BYD
Modelo Dolphin atende bem como carro principal de uma família pequena.

O irmão maior do Dolphin Mini ajudou a impulsionar o mercado de elétricos no Brasil. Vem equipado com motor de 95 cv, bateria de 44,9 kWh e autonomia de 291 km no ciclo PBEV/Inmetro.

O espaço interno, o desenho moderno e o pacote de equipamentos completo o transformaram em um sucesso de vendas. Atende bem como carro principal de uma família pequena, tanto no uso urbano quanto em viagens de média distância.

A cobertura segue a política da BYD: seis anos de garantia para o veículo e oito anos para a bateria no uso particular.

GWM Ora 03, a partir de R$ 150 mil

Divulgação/GWM
GWM Ora 03 combina personalidade e uma pegada mais esportiva.

Fecha a lista o elétrico de visual retrô da GWM, na versão Skin. É o mais potente do grupo, com motor de 171 cv e bateria de 48 kWh, suficiente para proporcionar 232 km de autonomia no ciclo PBEV/Inmetro.

O desenho é o maior atrativo, acompanhado de desempenho e de um pacote de tecnologia e segurança bastante completo já na configuração de entrada. Combina com quem busca personalidade e uma pegada mais esportiva.

A GWM oferece cinco anos de garantia, sem limite de quilometragem, para o veículo e oito anos ou 200 mil km para a bateria.

Perguntas frequentes (FAQ) sobre carros elétricos

Dá para carregar o carro em uma tomada comum?

Sim. A maioria dos elétricos vem com um carregador portátil de emergência que pode ser ligado em tomadas de 110V ou 220V.

A recarga, porém, é muito lenta e pode levar mais de 24 horas para completar a bateria. Por isso, serve para emergências, não para o uso diário.

O ideal é instalar um carregador de parede, o wallbox.

Quanto tempo dura a bateria?

A bateria costuma acompanhar a vida útil do carro, entre oito e 10 anos ou de 160 mil a 200 mil km. Ela não para de funcionar de uma vez; perde capacidade aos poucos.

A maioria das montadoras garante que a bateria manterá pelo menos 70% da capacidade original após oito anos.

A manutenção é mesmo mais barata?

Sim. Como tem menos peças móveis e fluidos do que um carro a combustão, o elétrico dispensa troca de óleo, velas de ignição, filtros de ar e de combustível e correia dentada. 

A manutenção se concentra em freios — que duram mais por causa da frenagem regenerativa —, pneus, suspensão e na troca do fluido de arrefecimento da bateria, feita em intervalos longos.

Carro elétrico pode pegar chuva e enfrentar alagamentos?

Pode pegar chuva sem problema. A bateria e os motores são selados e isolados para evitar curto-circuitos em contato com a água.

Em alagamentos, vale a mesma regra dos carros a combustão: evite trechos em que a água ultrapasse a metade da altura da roda, porque outros componentes mecânicos e eletrônicos podem ser danificados.

Quanto custa o IPVA de um carro elétrico?

Depende do estado. No Rio Grande do Sul, os veículos 100% elétricos têm isenção total do imposto em 2026, regra que vale desde 2022, enquanto os carros a combustão pagam 3%.

Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte também isentam os elétricos.

O Rio de Janeiro trabalha com alíquota reduzida (0,5% para os modelos 100% elétricos), e São Paulo restringe o benefício a alguns híbridos.

Há ainda estados sem regra específica. Como o IPVA é estadual e pode mudar a cada ano, o mais seguro é consultar a Secretaria da Fazenda da sua unidade da federação.

Vale a pena comprar o elétrico mais barato?

Depende do perfil de uso e do orçamento. Entre as vantagens estão a economia diária, já que abastecer com energia custa uma fração do valor gasto com gasolina, e a manutenção mais simples.

Entre os pontos de atenção, a autonomia dos modelos de entrada é voltada principalmente para a cidade, e é praticamente indispensável ter um ponto de recarga em casa ou no trabalho.

Antes de fechar negócio, avalie sua rotina e a disponibilidade de carregadores públicos nas rotas que você costuma utilizar.

A demanda tem se espalhado pelo mapa. Em 2025, a região Sul respondeu por 18% das vendas de eletrificados no país (40.085 unidades), a segunda maior fatia do mercado, atrás apenas do Sudeste, que concentrou 46,4% (103.964 unidades).

O que é o ciclo PBEV/Inmetro?

O Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), coordenado pelo Inmetro, é o sistema oficial usado no Brasil para medir o consumo de energia e a autonomia dos carros elétricos e híbridos.

Os testes são realizados em laboratório, seguindo procedimentos padronizados que simulam condições de uso urbano e rodoviário.

Na prática, a autonomia divulgada pelo PBEV/Inmetro serve como referência para comparar modelos diferentes.

No dia a dia, porém, o alcance real pode variar conforme fatores como velocidade, temperatura, uso do ar-condicionado, relevo e estilo de condução.

Muitas vezes, os números do Inmetro são mais conservadores do que os divulgados em ciclos internacionais, como o WLTP europeu ou o CLTC chinês, razão pela qual um mesmo carro pode apresentar autonomias diferentes dependendo do padrão utilizado.

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