
O dólar abriu hoje cotado a R$ 5,14. A moeda, assim como as outras estrangeiras, tem a abertura do seu mercado às 9h (horário de Brasília) e fechamento às 17h.
A cotação sofre influência de fatores do cenário econômico nacional e também mundial, com forte repercussão do mercado dos Estados Unidos e de países como China, Rússia e da União Europeia na valorização ou desvalorização do real frente ao dólar.
O dólar abriu o dia em queda, após bater maior patamar em dois meses na sexta-feira (5). Na última sessão da semana passada, a moeda americana fechou em R$ 5,15, mesmo valor que atingiu em 2 de abril.
O valor foi impactado pelos dados de emprego dos EUA, divulgados na sexta, que ficaram acima do esperado, reforçando a percepção de juros elevados por mais tempo naquele país.
O mercado está atento à escalada das tensões no Oriente Médio. Israel e Irã trocaram ataques diretos pela primeira vez desde o cessar-fogo em abril, o que impacta o valor do dólar.
Cotação do dólar ao vivo
Confira o gráfico do índice geral do dólar disponibilizado pela TradingView.
Projeção do dólar em 2026
Após acumular queda de 11,2% ao longo de 2025, a perspectiva para o dólar em 2026 é de valorização, segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). O relatório indica que a moeda americana deve fechar o ano cotada a R$ 5,50.
Porém, especialistas divergem da projeção. O professor do Programa de Pós-graduação profissional em Economia (PPECO) da UFRGS, Mauricio Weiss, ressalta que é muito difícil prever de fato como o dólar irá se movimentar ao longo do ano, pois a quantidade de fatores que pode influenciar a taxa de câmbio é muito grande, mas entende que o cenário é diverso do previsto pelo BC.
— A tendência seria para uma manutenção ou apreciação do real frente ao dólar — afirma.
Segundo a colunista de GZH Marta Sfredo, dois fatores devem trazer maior flutuação ao câmbio em 2026. Um deles é a previsão de troca na presidência do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) em maio.
— A possibilidade de mudança no Fed e não só mudança, mas a ingerência de Trump sobre o Fed é um motivo de incerteza — analisa Weiss. — Quando há um aumento de incerteza global, mesmo quando o problema é nos Estados Unidos, acaba que as pessoas sem saber o que fazer fogem para o dólar porque é a moeda-chave do sistema financeiro internacional.
O segundo são as eleições brasileiras em outubro. O mercado financeiro costuma reagir a pesquisas de intenção de voto, assim como declarações dos candidatos.
Histórico da cotação do dólar
O crescimento do valor do dólar em 2024 foi o maior desde 2020, o primeiro ano da pandemia de covid-19. O dólar chegou à marca dos R$ 6 pela primeira vez em novembro daquele ano.
Em 2025, o câmbio brasileiro registrou bons resultados devido à elevada taxa Selic (15% em janeiro de 2026) e à queda da moeda americana frente a mercados emergentes em todo o mundo.
