
Mariana Tanaka Abdul Hak, 20 anos, morreu no domingo (17) no Rio de Janeiro. Ela foi atingida por uma van que invadiu a calçada em Ipanema, na zona sul da capital fluminense, no sábado (16).
Conforme o portal g1, a jovem havia desembarcado na cidade poucas horas antes para iniciar uma nova etapa profissional em uma multinacional do setor de cosméticos. Filha de diplomatas brasileiros, ela passou grande parte da vida fora do país.
A mãe de Mariana, que estava com ela no momento do acidente, e um entregador também ficaram feridos. O motorista da van prestou depoimento e foi liberado. O caso é investigado pela 14ª Delegacia de Polícia (Leblon).
Como foi o atropelamento
O acidente aconteceu na tarde de sábado, na esquina das ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, em Ipanema. Segundo relatos de testemunhas divulgados pela TV Globo, o motorista de uma van de entregas tentou desviar de um ciclista, perdeu o controle do veículo e invadiu a calçada, atingindo pedestres.
As vítimas foram levadas ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Mariana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no dia seguinte. De acordo com o pai da jovem, ela sofreu múltiplas fraturas e a causa da morte foi traumatismo craniano.
O que mostram as imagens que circulam nas redes sociais
Vídeos gravados por pessoas que passavam por Ipanema no momento do acidente registraram os instantes seguintes ao atropelamento. Em uma das imagens, a van aparece com a parte dianteira completamente destruída, evidenciando a força do impacto. Ao redor do veículo, pessoas tentam socorrer as vítimas enquanto o resgate ainda não chega.
Outra gravação mostra equipes do Corpo de Bombeiros prestando atendimento no local. Os socorristas aparecem realizando os primeiros procedimentos de emergência em uma das vítimas.
Quem era Mariana Tanaka Abdul Hak
Mariana tinha 20 anos e era filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto, assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para temas de paz e segurança, e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul adjunta do Brasil em Buenos Aires, na Argentina.
Por causa da carreira dos pais, Mariana viveu em diferentes países ao longo da vida, entre eles Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália. Era formada em Administração de Empresas pela ESCP Business School, em Turim (Itália), e falava português, inglês, espanhol e francês.
No LinkedIn, descrevia-se como uma brasileira com "extensa bagagem internacional" e afirmava que as experiências multiculturais haviam desenvolvido a sua adaptabilidade, resiliência e fluência cultural.
"Sou uma pessoa trabalhadora, que busca excelência ao concluir tarefas, e estou entusiasmada em usar essas qualidades para contribuir de forma efetiva em uma equipe inovadora na indústria de cosméticos", escreveu no perfil profissional.
Desde janeiro de 2025, atuava como diretora de marketing da vipi.education, em Turim, onde trabalhava com recrutamento de estudantes, gestão de campanhas de marketing e análise de tendências do setor educacional.
Retorno ao Brasil
Mariana havia acabado de chegar ao Rio de Janeiro para começar a trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos, com a qual já tinha firmado contrato. A mudança marcava o fim de anos vivendo no Exterior e o início de uma rotina definitiva no Brasil.
Segundo o pai, em entrevista à Globo, a jovem deixou as malas no novo apartamento e saiu para passear com a mãe, que havia viajado de Buenos Aires para ajudá-la na mudança da Europa para o Brasil. Foi durante esse passeio que ocorreu o atropelamento.
Situação da mãe e do entregador
Ana Patrícia Neves Abdul Hak recebeu alta hospitalar, mas segue em cadeira de rodas e deverá passar por um check-up em São Paulo (SP). O entregador atingido na calçada também recebeu alta médica.
O embaixador Ibrahim Abdul Hak Neto esteve no Rio de Janeiro na segunda-feira (18) para acompanhar os trâmites de liberação do corpo da filha. O velório e o enterro de Mariana estão previstos para quinta-feira (21), em São Paulo, onde vive a maior parte da família.
Investigação
O motorista da van permaneceu no local após o acidente e foi submetido ao teste do bafômetro e a exames para detecção de drogas. Ambos tiveram resultado negativo, segundo a Polícia Civil.
Em depoimento, ele afirmou que o veículo apresentou problemas mecânicos no momento do atropelamento. Disse ainda que era novo na empresa e que a van já havia se envolvido em outro acidente anteriormente.
O motorista foi liberado e deverá responder ao processo em liberdade. A van foi apreendida e passará por perícia técnica.