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Sexta-feira 13: Por que 2026 tem a data em dois meses seguidos

Combinação é resultado de alinhamento específico no calendário

Zero Hora

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Mares Filmes/Divulgação
2026 terá três sextas-feiras 13; data inspira crenças populares pelo mundo.

De novo? Você não leu errado. Apenas um mês depois, temos outra sexta-feira 13 em nossas vidas. A data se repetir em meses consecutivos é um fenômeno incomum do calendário. Por que isso acontece?

Essa combinação ocorre quando o ano comum (que não é bissexto) começa em uma quinta-feira, fazendo com que fevereiro e março iniciem no mesmo dia da semana e, portanto, tenham o temido dia 13 numa sexta-feira.

A última vez que essa coincidência ocorreu foi em 2015, e ela só voltará a se repetir daqui 11 anos, em 2037. 

Em média, segundo o site EarthSky, qualquer ano tem pelo menos uma sexta-feira 13, mas não mais do que três, sendo a combinação em meses seguidos bem mais rara — resultado de um alinhamento específico do calendário.

Para os supersticiosos de plantão, um "alerta": 2026 ainda reservará outra sexta-feira 13, em novembro.

Por que algumas pessoas temem a sexta-feira 13?

A sexta-feira 13 é considerada um dia de azar em várias culturas, mas não há consenso sobre a origem da superstição

A origem histórica seria datada do século XIV, quando o rei Filipe IV da França mandou prender os Cavaleiros Templários no dia 13 de outubro de 1307, que caiu numa sexta-feira. Muitos foram torturados e mortos e, com isso, a data passou a ser associada ao azar.

Outra explicação relaciona a sexta-feira à deusa Vênus, ligada ao amor, prazer e luxúria, enquanto o número 13 historicamente foi associado à má sorte.

Na tradição cristã, o número aparece em episódios simbólicos: 13 pessoas participaram da Santa Ceia (Jesus e os 12 apóstolos — um deles sendo Judas) e a crucificação de Jesus ocorreu em uma sexta-feira. Há também uma versão da mitologia nórdica em que Loki, deus da discórdia, foi o 13º convidado de um jantar entre deuses e causou confusão.

Outra teoria aponta que o 13 ganhou fama negativa por quebrar a "perfeição" do número 12, presente em sistemas simbólicos como os 12 signos do zodíaco.

A superstição gerou diversas crenças populares, como evitar passar debaixo de escadas, quebrar espelhos ou cruzar com gatos pretos. Em casos mais extremos, o medo da data pode se tornar uma fobia, que se chama Trezidavomartiofobia. 

Em alguns países como os Estados Unidos, os prédios não possuem o 13° andar: o 12° pula diretamente para o 14°. Lá, também se evita viajar e fechar negócios no dia.

Veja algumas superstições

  • Gatos pretos: Na Idade Média, foram ligados ao azar por causa da cor preta, associada às trevas;
  • Espelho quebrado: A crença dos sete anos de azar vem dos romanos, que associavam o reflexo à vida da pessoa e acreditavam em ciclos de renovação a cada sete anos;
  • Entrar com o pé direito: Costume romano que simbolizava começar algo com sorte e evitar acontecimentos ruins;
  • Passar por baixo da escada: A escada forma um triângulo, visto como símbolo sagrado, atravessá-lo seria quebrar essa harmonia;

Superstições dos famosos

O Globo reuniu algumas superstições e rituais curiosos de celebridades, ligados a crenças místicas e ao imaginário em torno da sexta-feira 13. Veja alguns exemplos:

  • A cantora Taylor Swift transformou o número 13 em seu símbolo pessoal de sorte; ela costuma escrevê-lo na mão antes de subir ao palco e afirma que vários momentos marcantes de sua carreira aconteceram em datas ligadas ao número;
  • A tenista Serena Williams mantém hábitos repetidos durante torneios, como usar as mesmas meias ao longo da competição e repetir gestos específicos antes do saque, práticas que viraram parte de sua rotina competitiva;
  • A atriz Jennifer Aniston já contou que tinha um ritual antes de voar: entrar no avião com o pé direito e tocar a parte externa da aeronave para atrair sorte.
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