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Whey protein, azeite e outros: quais produtos deixaram os mercados após ordem da Anvisa

Casos evidenciam a atuação da vigilância sanitária contra qualquer irregularidade que possa impactar a saúde pública

Zero Hora

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Marcelo Camargo/Agência Brasil/Divulgação
A Anvisa tem atuado de forma constante para garantir a segurança dos consumidores.

Nos últimos meses, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou diversas ações de fiscalização de alimentos e bebidas, o que resultou no recolhimento e na proibição de vários produtos. Entre eles, estão o vinagre de maçã da marca Castelo, o azeite extra virgem Ouro Negro, e itens de limpeza da Ypê, que também foram retirados do mercado na mesma semana.

De contaminações bacterianas a falhas de rotulagem, os casos evidenciam a atuação da vigilância sanitária contra qualquer irregularidade que possa impactar a saúde pública. Relembre alguns dos produtos suspensos e recolhidos pela agência em 2025.

Whey protein

O whey protein sabor chocolate da Piracanjuba teve o lote 23224 suspenso após análises laboratoriais identificarem Staphylococcus aureus em quantidade acima do limite permitido. 

O laudo, emitido por um laboratório público de referência, apontou a presença da bactéria, capaz de produzir toxinas que provocam intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos e diarreia.

Em nota, a empresa afirmou ter um laudo próprio, emitido por laboratórios credenciados pela Anvisa, que comprovaria a conformidade do produto. A Piracanjuba ainda afirma estar tomando todas as medidas para esclarecer o caso e evitar que contestem a segurança de seus suplementos.

Sorvetes e picolés

Anvisa determinou a retirada do mercado de diversos produtos da marca AICE — como sorvetes e picolés. A decisão ocorreu por conta da identificação por parte de fiscais da omissão de ingredientes alergênicos nos rótulos — como o corante tartrazina e o amendoim. Entre os produtos afetados estão os sabores Juju Apple, Frutyroll, Nanas e Berry Chocomax.

Segundo a agência, a falha de rotulagem representa risco direto à saúde, especialmente para crianças. A empresa foi obrigada a recolher todos os lotes em circulação, e a Anvisa autorizou a retomada das vendas somente após a correção das embalagens.

Produtos variados

Produtos de marcas diferentes também entraram na lista em julho desse ano para serem recolhidos, são eles: a polpa de morango De Marchi, o champignon Imperador e o molho de alho Qualitá.

A polpa apresentou resultado insatisfatório em testes de matérias estranhas. Já no champignon e no molho de alho foi constatada a presença de dióxido de enxofre acima do limite permitido. Essa substância é usada como conservante, mas pode causar irritações e reações alérgicas.

Em junho, a Anvisa também identificou ocratoxina A — substância tóxica e potencialmente cancerígena — em amostras de cafés. Os produtos se passavam por café das marcas Melissa, Pingo Preto e Oficial, e declaravam ingredientes como "polpa de café" e "café torrado e moído". Porém, as análises revelaram que a mistura continha grãos crus, resíduos e outras impurezas.

Em outubro, uma ação fiscal estabeleceu a apreensão de todos os lotes do azeite extra virgem Ouro Negro. O produto teve a comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e o consumo proibidos.

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