
Nesta terça-feira (16) se encerra o prazo formal para que o TikTok seja vendido a investidores americanos, caso contrário, terá sua operação bloqueada nos Estados Unidos.
A decisão representa mais um episódio da disputa entre Washington e a ByteDance, empresa chinesa proprietária da plataforma, acusada pelo governo americano de oferecer riscos à segurança nacional. Ainda assim, o término do prazo não implica que o aplicativo deixará de existir nos EUA.
Entenda o caso
Embora o prazo oficial se encerre nesta terça-feira (16), especialistas avaliam que o aplicativo permanece em uma espécie de “limbo jurídico”. Isso ocorre porque o decreto mais recente assinado pelo presidente republicano Donald Trump suspendeu a aplicação imediata da lei, postergando qualquer decisão concreta sobre o TikTok para janeiro de 2026. Até lá, a rede social segue acessível nos Estados Unidos, porém sob intensa pressão política e regulatória.
O governo dos Estados Unidos sustenta que o TikTok poderia ser explorado pelo Partido Comunista Chinês para vigiar cidadãos americanos e manipular a opinião pública.
A ByteDance refuta essas acusações e afirma que mantém seus servidores fora da China como forma de resguardar os dados dos usuários. Ao longo do ano, diversas empresas americanas teriam demonstrado interesse em comprar a operação — em um modelo de divisão 80-20 —, mas nenhum acordo definitivo foi oficialmente anunciado pelas partes.
Cronologia do conflito
- Agosto de 2020: O presidente Donald Trump assinou a primeira ordem executiva exigindo que o TikTok fosse vendido ou banido, sob a justificativa de riscos de espionagem e de coleta irregular de dados de cidadãos americanos
- Setembro de 2020: Trump prorrogou o prazo inicial, concedendo mais 90 dias para que as negociações avançassem. Na época, afirmou que havia um “acordo” em andamento com empresas americanas, mas sem revelar os termos
- 2021 - 2024: O tema permaneceu em disputa judicial e diplomática, marcado por sucessivas prorrogações e negociações entre Washington e Pequim
- Setembro de 2025: Um novo decreto presidencial voltou a adiar a aplicação da lei, transferindo os efeitos práticos para janeiro de 2026
- Dezembro de 2025: O prazo político se encerra nesta terça, mas, na prática, o aplicativo continua em funcionamento até que o decreto posterior passe a valer