
O mercado de suplementos cresce ano após ano, e o whey protein segue entre os produtos de maior destaque. Para quem deseja melhorar a alimentação ou potencializar os resultados do treino, a proteína está entre as opções mais procuradas. No entanto, diante de diferentes versões, a escolha pode gerar dúvidas até em quem já tem experiência.
Whey protein é um suplemento em pó derivado do soro do leite, conhecido pelo alto valor nutricional e pela boa concentração de aminoácidos essenciais.
A produção envolve processos industriais como pasteurização e etapas de filtração — cuja quantidade e o tamanho dos filtros definem o tipo e a qualidade do produto final. Assim surgem as três versões mais comuns: concentrado (com maior teor de lactose), isolado e hidrolisado, além de processos adicionais como a microfiltração do soro.
Para que serve
Muito utilizado por praticantes de atividades físicas, o whey protein ajuda a aumentar a ingestão diária de proteínas e a complementar a alimentação. Entre seus benefícios estão a contribuição para uma recuperação muscular mais rápida e o desenvolvimento de massa magra, especialmente quando associado a um treino adequado e a uma dieta equilibrada.
Para esclarecer as diferenças e orientar o consumidor na decisão, Zero Hora conversou com a nutricionista Gabriela Krummenauer, que explica como cada tipo funciona, para quem é indicado e quais pontos do rótulo merecem atenção antes da compra.
Quais são as principais diferenças?
A nutricionista Gabriela Krummenauer explica as diferenças entre whey concentrado, hidrolisado e isolado:
— O concentrado é o menos processado, apresenta em torno de 70% a 80% de proteína, mas apresenta lactose e gordura na composição. Geralmente acaba sendo a opção mais econômica. Já o isolado tem uma quantidade de proteína maior, a partir de 90%, apresentando menos lipídios e carboidratos, gerando uma absorção mais rápida. E, por fim, o hidrolisado, proteína ainda mais fácil de digerir, pois já vem quebrada em pequenos peptídeos. Esse normalmente causa pouco ou nenhum desconforto e tem máxima absorção — explica.
Por que existem tantos tipos diferentes?
Segundo Gabriela, essa variedade acompanha mudanças no comportamento do consumidor:
— A nossa relação com o consumo de proteínas mudou bastante nos últimos tempos. Por isso, a indústria tem lançado diferentes opções para atender perfis variados, desde quem busca custo-benefício até atletas que precisam de maior velocidade de absorção, além de pessoas com sensibilidade ou intolerância gastrointestinal.
Para pessoas com intolerância à lactose ou alergias, qual tipo costuma funcionar melhor?
— Em termos de intolerância à lactose, o mais indicado é a proteína isolada ou hidrolisada. Mas, se a questão for alergia à proteína do leite, não é recomendado nenhum whey protein e sim fontes de proteína vegetal, o que vale também para o público vegano — complementa a nutricionista.
A lista de ingredientes pode revelar se o produto é bom ou ruim? O que evitar?
— Sem dúvidas. A lista de ingredientes é fundamental. O rótulo sempre apresenta os componentes em ordem decrescente, do maior para o menor, então a primeira palavra precisa ser "proteína". Prefira fórmulas com ingredientes curtos e simples: quanto menos, mais puro. Evite blends sem porcentagens claras, adição de açúcar e aditivos espessantes — orienta Gabriela.
Como não errar na escolha do whey?
Entender o que está no rótulo é a regra de ouro para escolher todo e qualquer produto, aponta a profissional:
— Fujam do que parece longo e difícil de compreender. Apostem em rótulos que vocês conhecem os ingredientes e são informados de maneira clara, sem marketing e demagogias — afirma.
*Produção: Kimberly Barbosa
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