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Criminosos que aparecem em "Tremembé" receberão dinheiro pela série?

Obra retrata o cotidiano de criminosos famosos no complexo prisional

Zero Hora

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Divulgação / Prime Video
Elize, Suzanne e Anna Carolina Jatobá protagonizam a série.

Tremembé retrata o dia a dia de criminosos "famosos" que cumprem ou já cumpriram pena no complexo prisional homônimo, no interior de São Paulo. Atualmente, a série é a mais assistida do Prime Video.

Entre os nomes mais conhecidos estão Suzane von Richthofen, Elize Matsunaga, Alexandre Nardoni e Sandra Regina Ruiz (Sandrão), interpretados por atores brasileiros. Mas fica a questão: os criminosos retratados na série recebem algo na vida real?

Criminosos retratados em Tremembé recebem cachê?

Kelner Macêdo e Letícia Rodrigues, que atuam em Tremembé, contaram em podcast do AdoroCinema, que os criminosos não recebem dinheiro apenas por serem os protagonistas das histórias de Tremembé:

— Os condenados não recebem nada em nenhum momento em que eles são mencionados, até porque são [abordados na série] fatos que estão nos autos do Ministério Público para todo cidadão que quiser investigar e ter acesso — conta Leticia.

O que está na lei

A situação seria diferente caso houvesse, por exemplo, uma negociação de entrevista exclusiva com algum dos presos. 

Haveria de ter, obrigatoriamente, uma autorização por parte da administração penitenciária, mas o recebimento de valores pela entrevista não seria ilegal, desde que fosse previamente negociado e acordado entre as partes.

Como é nos Estados Unidos

As séries de True Crime são um verdadeiro sucesso na TV americana. No país do Hemisfério Norte, porém, é diferente. Leis que tentavam impedir que os próprios criminosos recebessem pelas produções enfrentaram obstáculos na Constituição, devido à Primeira Emenda que garante a liberdade de expressão, mas ainda existem restrições legais em cada Estado americano.

Na prática, os criminosos raramente ganham dinheiro, e o lucro vai para produtoras, editoras, roteiristas, plataformas de streaming e autores de obras baseadas nos casos criminais. As vítimas frequentemente não recebem compensação financeira.

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