
O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, comentou nesta sexta-feira (7) a polêmica em torno da medida de controle de quem chega à capital catarinense pela rodoviária. Ele concedeu entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha.
De acordo com Neto, o trabalho do posto de assistência social na rodoviária, além de prestar informações, serve para identificar pessoas em situação de rua, que teriam sido enviadas por outros municípios a Florianópolis, e enviá-las de volta para casa. No entanto, ele garante que, caso seja da vontade delas, a cidade recebe essas pessoas.
— Não estou impedindo ninguém de entrar, até porque, eu te digo o seguinte: Se a pessoa insistir (...) claro! Não tenho problema nenhum, ela pode ficar — afirma o prefeito.
Topázio contou também que, somente neste ano, o município já forneceu 550 passagens para as pessoas voltarem ao local de origem, sempre por vontade delas, de acordo com ele. O mandatário relatou que o município de destino é avisado do retorno antes de as pessoas partirem.
O prefeito informou que as medidas são necessárias, pois segundo Topázio, alguns municípios que ele não quis informar, enviam pessoas em situação de rua para a capital catarinense por não terem estrutura para lidar com elas.
— Eu não posso admitir ficar de braço cruzado vendo os prefeitos do Brasil inteiro botar as pessoas nos ônibus e mandar pra cá. Isso nós não vamos admitir, porque é responsabilidade do prefeito que mandou — declara.