
A polícia do Rio de Janeiro investiga a morte de Laís de Oliveira Gomes Pereira, 25 anos, atingida por um tiro na nuca enquanto empurrava o carrinho do filho de dois anos em Sepetiba, zona oeste fluminense, no dia 4 de novembro.
Por meio do Disque Denúncia, a Polícia Civil divulgou na terça-feira (11) um cartaz solicitando informações de Gabrielle Cristine Pinheiro Rosário, 22 anos, tida como a principal suspeita do crime.
Ela está foragida e teve a prisão temporária decretada pelo Tribunal de Justiça do Rio pelo crime de homicídio qualificado.

Entenda o caso
Laís Gomes foi atingida por um tiro quando passeava com o filho pequeno após deixar a filha de quatro anos na escola. Câmeras de segurança registraram o momento em que os dois homens passavam de moto pelo local, observaram a vítima e, minutos depois, retornaram. Um deles desceu, sacou a arma e atirou. A jovem morreu no local.
De Polícia Civil do Rio de Janeiro, Gabrielle teria oferecido cerca de R$ 20 mil a Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto para executar Laís. Os dois foram presos e confessaram o crime, afirmando que haviam sido contratados para realizar o assassinato.
Um dos suspeitos foi preso após denúncia feita pela própria mãe. Kelly Silva de Souza, mãe de Davi, autor dos disparos, afirmou que o reconheceu pelas imagens:
— Eu reconheci meu filho na imagem. Eu liguei para denunciar o meu filho. Porque meu filho foi nascido na igreja. Como que ele pode ter coragem de matar uma mãe em cima do seu filho por dinheiro? Meu filho tinha tudo. Queria pedir perdão para esse pai, para essa família da Laís que chora, porque se eu estou sofrendo, eu sei que a dor deles é muito maior — afirmou Kelly em entrevista à TV Globo.
A Polícia Civil informou que a suspeita chegou a ameaçar Laís por mensagens através da rede social por ciúmes do marido.
Gabrielle é atual companheira do pai da filha de 4 anos da vítima, que teria encomendado o crime para ficar com a guarda da criança, conforme a polícia. Os investigadores afirmam também que Gabrielle demonstrava comportamento possessivo em relação à criança.
Depoimentos indicam que mandante tinha obsessão por filha da vítima, diz delegado
A investigação revelou que o crime teria sido encomendado por Gabrielle, atual esposa de Lucas Soares Ramos, pai da menina e ex-companheiro de Laís. Com prisão temporária decretada, Gabrielle continua foragida.
Segunda a Polícia Civil, Gabrielle alimentava uma fixação pela filha mais velha de Laís. A informação foi obtida por meio dos depoimentos colhidos na investigação.
Alguns pontos que revelam essa obsessão de Gabrielle pela filha da vítima:
- Fixação e exigência de ser chamada de mãe
- Comportamento controlador e possessivo em relação à criança
- Conflitos repetidos e ameaças à mãe (Laís) por disputa da guarda
- Intervenções na escola e tentativas de retirar a criança sem autorização
- Mensagens agressivas enviadas ao celular da vítima, apontadas como prova relevante.
A Polícia Civil e o Ministério Público concluíram que as provas reunidas indicavam algo além de uma disputa de guarda comum.
Depoimentos de familiares e pessoas próximas relataram mudanças de comportamento, cobranças para que a menina a chamasse de mãe, mensagens agressivas e episódios ocorridos na escola.
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