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Caso Eloá: como está Lindemberg Alves 17 anos após o crime contra a ex-namorada

Documentário que estreou no streaming na quinta-feira (12) aborda detalhes de um sequestro que o Brasil acompanhou pela TV

Zero Hora

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  • O documentário "Caso Eloá: Refém ao Vivo" relembra o crime que chocou o Brasil em 2008, disponível na Netflix desde 12 de junho.
  • Eloá Pimentel, de 15 anos, foi feita refém e morta pelo ex-namorado Lindemberg Alves após mais de 100 horas de negociação policial.
  • A produção traz depoimentos de familiares, amigos e discute falhas na cobertura midiática e na condução da operação policial.
  • Lindemberg foi condenado a 39 anos de prisão e atualmente cumpre pena em regime semiaberto na P2 de Tremembé, interior de São Paulo.
  • Nayara Rodrigues, amiga de Eloá, sobreviveu ao sequestro, recebeu indenização do Estado e hoje leva vida discreta, longe da mídia.
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Patrícia Santos/Agência Estado
À época, o caso ganhou ampla repercussão nacional e foi acompanhado ao vivo por emissoras de TV.

Dezessete anos depois, o caso Eloá Pimentel voltou a ser assunto nas redes sociais, com o lançamento do documentário Caso Eloá: Refém ao Vivo, que estreou na Netflix nesta quinta-feira (12).

A produção revisita o episódio de um sequestro que mobilizou o Brasil em outubro de 2008, quando a adolescente de 15 anos foi feita refém por vários dias dentro de um apartamento em Santo André (SP) e foi morta pelo ex-namorado, Lindemberg Alves, após mais de cem horas de negociação com a polícia.

A obra apresenta o diário de Eloá e traz depoimentos de familiares e amigos, como o irmão Douglas Pimentel e a amiga Grazieli Oliveira, além de discutir as falhas na cobertura midiática e na condução da operação policial. 

À época, o caso ganhou ampla repercussão nacional e foi acompanhado ao vivo por emissoras de TV, com direito a uma entrevista concedida pelo próprio Lindemberg durante o sequestro.

O caso terminou em tragédia: em 17 de outubro de 2008, quando a polícia invadiu o apartamento em que Lindemberg estava com Eloá e sua amiga, Nayara Rodrigues, ele disparou contra as adolescentes. Eloá não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital. Já a amiga dela sobreviveu após ser baleada no rosto.

Onde está Lindemberg Alves hoje

Clayton de Souza/Agência Estado
Lindemberg foi preso em flagrante no dia do crime. Atualmente, cumpre pena no regime semiaberto.

Preso em flagrante no dia do crime, Lindemberg Alves, hoje com 34 anos, foi condenado em 2012 a 98 anos e dez meses de prisão por homicídio qualificado, tentativa de homicídio, cárcere privado e disparos de arma de fogo. Em 2013, a pena foi reduzida para 39 anos e três meses após recursos da defesa.

Atualmente, ele cumpre pena no regime semiaberto na Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, conhecida como P2 de Tremembé, no interior de São Paulo, presídio que abriga outros criminosos de casos de grande repercussão.

Neste ano, Lindemberg teve nova redução de pena de pouco mais de cem dias, resultado de trabalhos realizados na unidade prisional e da participação em cursos de capacitação e empreendedorismo. O benefício foi autorizado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

O que aconteceu com Nayara, amiga de Eloá

Nayara Rodrigues sobreviveu após ser atingida por um tiro no rosto e passou por várias cirurgias de reconstrução. Em 2018, o governo de São Paulo foi condenado a pagar indenização de R$ 150 mil por danos morais, devido às falhas da operação policial.

Desde então, leva uma vida discreta, longe da imprensa e das redes sociais. Ela evita falar publicamente sobre o caso, mas ainda é lembrada como uma das principais vozes na luta por protocolos mais seguros de atendimento em casos de sequestro e violência doméstica.

Um crime que chocou o país

O sequestro começou em 13 de outubro de 2008, quando Lindemberg invadiu o apartamento da ex-namorada, em Santo André, e manteve quatro pessoas reféns. Após libertar dois amigos da adolescente, ele continuou com Eloá e Nayara no local por mais de quatro dias.

O episódio foi transmitido por emissoras de televisão, com grande repercussão nacional. Durante a ação, Lindemberg chegou a conceder entrevista por telefone ao programa A Tarde é Sua, fato que gerou críticas à atuação da imprensa.

Eloá morreu no hospital após ser baleada, e sua morte expôs falhas, tanto na negociação policial quanto na condução midiática do caso. O assassinato foi classificado como homicídio qualificado por motivo torpe e meio cruel.

Veja o trailer do documentário:

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