
A primeira-dama da França, Brigitte Macron, declarou que vai apresentar provas de que é mulher. A informação foi confirmada pelo advogado dela e do presidente da França, Emmanuel Macron, Tom Claire, em entrevista a um podcast da BBC, na quinta-feira (18).
Essa discussão está no centro de um processo judicial por difamação que o casal move contra a influenciadora Candace Owens, que se diz de direita. Claire afirma que apresentará toda a documentação necessária, e que a primeira-dama considera as alegações "profundamente perturbadoras".
A norte-americana, que possui milhões de seguidores nas redes sociais, afirmou que a primeira-dama nasceu homem. Desde então, Brigitte tem sido alvo de difamações acerca do seu sexo biológico.
Entenda o caso
Candace, ex-comentarista do jornal americano Daily Wire — de linha editorial conservadora —, repetiu em várias ocasiões que a primeira-dama da França seria do sexo masculino. Em março de 2024, chegou a declarar que apostaria “toda a sua reputação profissional” nessa alegação.
No início deste ano, a influenciadora lançou uma série de vídeos intitulada "Becoming Brigitte" (“Tornando-se Brigitte”), na qual sustentava que Brigitte escondia seu “verdadeiro sexo biológico”.
Além disso, ela também divulgou um vídeo em que afirmava que Macron era homossexual e que poderia ter uma relação com o ex-primeiro-ministro do Canadá Justin Trudeau.
Em julho, Macron e a esposa ingressaram com uma ação judicial contra a influenciadora norte-americana.
A alegação sobre a sexualidade de Brigitte, no entanto, não é nova. Em 2021, duas blogueiras francesas Amandine Roy e Natacha Rey publicaram um vídeo com a mesma história.
Sobre esse caso, o casal venceu um processo de difamação contra as duas em 2024. A decisão, no entanto, foi anulada em apelação em 2025, com base no direito à liberdade de expressão.
Quem é Candace Owens?
Candace Owens, 36 anos, é conhecida nos Estados Unidos por ser uma influenciadora conservadora. Ganhou projeção em 2017, quando passou a trabalhar para uma organização de Charlie Kirk, que foi morto no dia 10, além de ter atuado como comentarista no jornal americano Daily Wire.
Além disso, ela também é uma grande defensora do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em 2020, lançou o livro How Black America Can Make Its Second Escape from the Democrat Plantation, onde argumenta que as políticas do Partido Democrata são prejudiciais para os negros americanos.
Ela também é uma crítica do movimento Black Lives Matter, e argumenta que a discussão não representa os verdadeiros interesses da comunidade negra.
Fique por dentro do que é notícia no RS, no Brasil e no mundo: baixe o app de GZH e acompanhe a Rádio Gaúcha de graça no seu celular