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"O mais chocante foi perder a libido", diz Fernanda Lima sobre os primeiros sinais da menopausa

Apresentadora de 47 anos relatou noites de suor intenso, perda de desejo sexual e admitiu que fase quase abalou a relação com Rodrigo Hilbert 

Zero Hora

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@fernandalima - Instagram/Reprodução
Fernanda Lima costuma dividir aspectos da vida pessoal com o público.

Fernanda Lima, 47 anos, decidiu falar abertamente sobre um tema ainda cercado pouco debatido: a menopausa. Em entrevista ao Fantástico, da Globo, a apresentadora afirmou que esse processo, a qual ela classificou de transição hormonal, afetou não apenas seu corpo, mas também a rotina em família e a vida conjugal com Rodrigo Hilbert, com quem ela é casada há quase duas décadas.

Fernanda destacou que os primeiros sinais vieram de forma inesperada, em episódios de insônia e suor intenso, que passaram a se repetir durante a noite.

— Teve uma noite, em específico, que eu acordei fritando igual a tampinha de marmita. Comecei a suar muito, levantei da cama e fiquei parada no escuro pensando: isso não é normal. E aí fui passando a segunda noite, aconteceu a mesma coisa, a terceira, quarta, quinta, sexta, eu passei uma semana acordando no mesmo horário — contou.

Falta de libido

Para Fernanda, o sintoma mais surpreendente não foi o calor repentino nem a insônia, situação comum entre as mulheres que enfrentam a menopausa.

— O mais chocante da menopausa pra mim foi a falta de libido. Não ter vontade de transar é um negócio que me afetou como mulher e afetou, de alguma maneira, o meu casamento. Dizer não para o Rodrigo Hilbert é uma responsabilidade enorme — afirmou.

Apesar das dificuldades, a apresentadora afirmou que o diálogo dentro de casa foi essencial para enfrentar o momento. Casados desde 2006, Fernanda e Hilbert são pais dos gêmeos João e Francisco, 16 anos, e de Maria Manoela, quatro.

"Falar sobre ajuda e enfrentar"

Fernanda revelou que demorou a associar os sintomas à menopausa, até perceber que se tratava de uma fase natural da vida da mulher. 

Hoje, defende a importância de falar sobre o assunto de forma aberta e sem preconceito.

— O impacto existe, mas falar sobre isso ajuda a enfrentar. É importante que outras mulheres saibam que não estão sozinhas — afirmou.

Mesmo com os percalços, ela diz que trata o momento como parte de um processo de amadurecimento.


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