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Como o cachorro escolhe o "humano preferido" da casa? Veterinária explica

De acordo com especialista em comportamento animal, a ligação mais intensa nasce da repetição de experiências positivas

Zero Hora

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Olfato e a audição dos cães ajudam na escolha.

Logo quando passam a fazer parte da família, os cachorros costumam escolher o seu "humano de estimação", aquele preferido que o rabinho balança mais rápido e pelo qual o pet dedica intenso afeto. 

De acordo com especialistas em comportamento animal, a ligação mais intensa nasce da repetição de experiências positivas. O cachorro se aproxima de quem interage com ele de forma calma e respeitosa, gosta de brincar e está presente nos momentos difíceis. 

Além disso, o olfato e a audição dos cães ajudam na escolha. Cada humano tem o seu cheiro e comportamento único, isso favorece para que o animar aprenda e identifique a associar o afeto, de acordo com o Uol.

Dou todo o cuidado mas não sou o preferido, e agora?

As pessoas responsáveis pelo bem-estar do mascote, na maioria das vezes, são eleitas o humano número um da casa. No entanto, existe a exceção. Alguns tutores ficam ressentidos por acreditar não estarem sendo reconhecidos pelo pet.

— Os critérios de seleção da mente rudimentar de um animal são intimamente relacionados à sobrevivência. Sendo assim, é verdade que o pet nutre especial interesse no par de pernas compridas que traz o alimento. Se ele não precisa caçar para manter-se vivo, já é meio caminho andado para viver atrás do dono da comida, mas não é apenas isso — explica Daisy Vivian, médica veterinária.

Depois de anos na mesma família e interagindo com os integrantes dela, os pets, porém, podem ter novos "humanos favoritos":

— De repente alguns pets se apaixonam pela namorada do filho ou pela nova empregada. Ingratidão? Em hipótese alguma. Assim como os humanos, cães e gatos também estão permeáveis a novos relacionamentos, e mais uma vez a afinidade fala mais alto.

Cães de segurança têm mais dificuldades

Animais destinados à segurança da casa, que foram criados com pouca interação, podem ter dificuldades para se adaptar a entrada de novas pessoas na família, explica a especialista.

Dessa forma, a questão do afeto não se sobrepõe à desconfiança, sentimento que pode permanecer por várias semanas ou até mesmo a vida toda. 

— Uma outra forma do recente integrante ser aceito é por meio da alimentação. Um cão de guarda identifica a importância de quem o alimenta, permitindo sua aproximação. Mas, ainda assim, isso pode se mostrar insuficiente para garantir uma relação harmoniosa ou segura — pondera Daisy.

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