A Polícia Civil apura as circunstâncias do acidente que vitimou um casal e a filha, de 1 ano, na BR-116, em Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, no fim da tarde de quinta-feira (14). Um vídeo gravado por uma câmera instalada no caminhão envolvido no acidente foi divulgado pela polícia.
Débora Juliana Reinheimer Marques e Neila Patrícia Gomes de Medina morreram no local. A filha delas, Cecília Marques de Medina, chegou a ser socorrida a um hospital, mas também faleceu.
— O veículo das vítimas avançou na contramão para entrar no bairro Roselândia (Novo Hamburgo) e vinha vindo o caminhão, que tentou desviar e não conseguiu — relata o delegado Alexandre Quintão, da 3ª Delegacia de Polícia do município.
O carro em que a família estava colidiu contra uma carreta com semirreboque, segundo informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), no sentido Interior–Capital, na altura do km 233 da rodovia.
Conforme as imagens, o Honda HR-V do casal estava no sentido Capital-Interior e invadiu a pista contrária em trecho de faixa contínua. A motorista deu sinal, mas o condutor do caminhão não conseguiu evitar a colisão.
Conforme a Polícia Civil, ainda não se sabe qual das mulheres dirigia o veículo. O delegado diz que aguardará o resultado da perícia para esclarecer a dinâmica do acidente. Em princípio, ele acredita que o motorista não será responsabilizado:
— Estava na sua via normal.
Após a colisão, o motorista do caminhão foi conduzido à Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) e passou por teste de bafômetro, que deu negativo para consumo de álcool. Ele foi liberado. Equipes da PRF, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e do Corpo de Bombeiros atenderam a ocorrência. O local passou por perícia.
Velório coletivo
O velório coletivo das mães e da filha será na Capela Ecumênica da Funerária Jardim da Memória, em Novo Hamburgo, a partir das 2h de sábado (16). O sepultamento será às 15h, no Cemitério Parque Jardim da Memória.
Quem eram as vítimas

As mulheres tinham 39 anos e eram naturais de Novo Hamburgo e São Leopoldo. Juntas, administravam um espeço de festas chamado Délle, uma junção dos apelidos das fundadoras: Débora era chamada de "Dé" e Neila, era conhecida como "Lele". Elas organizavam eventos, principalmente aniversários infantis. A casa de festas tem sedes em Novo Hamburgo e em São Leopoldo.
Elas eram descritas como mães dedicadas. A menina foi gerada por Débora. "Eram pessoas amadas, queridas e se dedicavam ao máximo para cada festa, assim como, para as pessoas ao seu redor", disse, em nota, o espaço Dellé.
Conforme informações divulgadas, as duas eram as únicas proprietárias. "Sobre os eventos já agendados: entraremos em contato com os clientes dos próximos dias, pedimos compreensão, pois somos família e estamos em momento de luto", diz a administração.



