A operação de todas as estações do trensurb foi normalizada na tarde desta terça-feira (14), após quase dois dias de interrupções na linha em razão de um acidente na BR-116, ainda no domingo (12).
A retomada foi comunicada pela empresa às 16h41min, por nota: "Todas as estações estão abertas, a partir de agora, para circulação dos trens, de Porto Alegre a Novo Hamburgo", diz o informativo. Dessa forma, usuários podem realizar viagens em toda a linha sem precisar recorrer à baldeação com ônibus.
A previsão era de que a circulação dos trens fosse retomada às 5h, mas uma fissura foi identificada em uma obra do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), no viaduto sobre a via férrea. Com risco à operação dos trens no segmento, foi necessário realizar trabalhos de içamento de uma laje. Depois disso, a rede aérea de energia foi liberada, gradualmente, para a tração dos trens.
Conforme o colunista de GZH Jocimar Farina, o local onde o dano estrutural foi visto é praticamente o mesmo onde um caminhão tombou no domingo. O veículo transportava placas de concreto, que acabaram caindo sobre os trilhos do trem, bloqueando o trajeto e danificando a rede área de energia e o sistema de sinalização da Trensurb.
O acidente fez com que inicialmente os trens passassem somente entre as estações Mercado Público, em Porto Alegre, e Mathias Velho, em Canoas. Pelo menos 12 estações ficaram com serviço interrompido até cerca de 11h30min de segunda-feira (13).
O sistema foi parcialmente retomado, com viagens entre Novo Hamburgo e a estação Unisinos, em São Leopoldo, e da estação Mathias Velho, em Canoas, até o Mercado Público, na Capital. O trajeto entre São Leopoldo e Canoas era feito por ônibus, em um sistema de baldeação.
Quinze ônibus foram disponibilizados em uma parceria entre a Trensurb e a Metroplan para a ligação dos dois pontos. O intervalo entre os coletivos era de 10 a 15 minutos — um tempo semelhante ao dos trens em operação regular. Mesmo assim, em horários de pico, filas extensas se formaram, levando parte dos usuários a buscar alternativas, como caronas e carros de aplicativo.
Viagem mais difícil
As principais queixas vinham dos usuários que partiam de Novo Hamburgo, no Vale do Sinos, com destino à Capital. O percurso, que normalmente é feito em uma única viagem de trem, passou a exigir diferentes etapas:
- Embarque no trensurb em Novo Hamburgo, para seguir viagem até a estação Unisinos, em São Leopoldo
- De lá, era necessário desembarcar para pegar o ônibus até o bairro Mathias Velho, em Canoas
- Desse terminal, o usuário precisava pegar novamente o trem em direção a Porto Alegre
Embora a baldeação tenha garantido o deslocamento, o procedimento aumentou o tempo de trajeto, provocando atrasos na rotina de trabalhadores e estudantes. Alguns relataram que a viagem ficou quase meia hora mais demorada.
O acidente

O tombamento aconteceu ainda na noite de domingo (12). De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), uma carreta que transportava placas de concreto tombou e parte da carga caiu sobre os trilhos do trensurb.
Não houve feridos. No entanto, conforme a Trensurb, as placas danificaram a rede aérea de energia e o sistema de sinalização da empresa.




