
A repórter Alice Maria Ribeiro dos Santos Dadalt, 35 anos, teve a morte encefálica confirmada na quinta-feira (16). Ela estava internada em estado grave no Hospital João XXIII após se envolver em um grave acidente na BR-381, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG).
Natural da capital mineira, Alice era casada com um agente da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e mãe de um bebê de nove meses. Ela era formada em jornalismo pela PUC Minas, e trabalhava como repórter da Band.
Após a graduação, Alice trabalhou em diferentes cidades pelo país. A repórter passou pela TV Leste, afiliada da Record em Governador Valadares (MG), e pela Rede Bahia, afiliada da Globo. Ingressou na Band em 2021, onde trabalhou inicialmente em Brasília (DF). Desde agosto de 2024, estava na redação de Belo Horizonte.
Em nota, a emissora lamentou o ocorrido e destacou o comprometimento de Alice com o jornalismo e o ambiente de trabalho. Segundo colegas, ela se dedicava a temas ligados ao autismo, assunto que acompanhava de perto por conta do irmão. Na vida pessoal, cuidava do filho e planejava a comemoração de um ano do bebê.
Alice estava em horário de trabalho no momento em que um caminhão colidiu com o carro em que estava, causando o acidente. A equipe retornava a Belo Horizonte após a produção de uma reportagem sobre a importância da duplicação da BR-381 para reduzir acidentes.
Cinegrafista gaúcho morreu no local
O repórter cinematográfico Rodrigo Lapa, 49 anos, morreu no local. Ele era natural de Porto Alegre e deixa a esposa e uma filha de seis anos.
Ao longo da carreira, ele participou de coberturas como a do Carnaval de Belo Horizonte e de eventos relacionados à chuva na Zona da Mata. Lap também atuava como palhaço, levando atividades interativas a crianças hospitalizadas.
A Polícia Civil de Minas Gerais ainda investiga as causas e circunstâncias do acidente.


